Sempre tive uma grande paixão pelas viagens, em descobrir lugares novos, pessoas e costumes diferentes…


Ao longo dos últimos vinte anos viajei pelos cinco continentes, totalizando 35 países.


Foi viajando que encontrei a minha vocação. Me tornei guia de turismo no Rio de Janeiro, onde estudei e obtive a credencial nas categorias: regional, nacional e internacional pela Embratur.


Em 2000, me casei e acabei fixando residência em Paris. Aqui fiz vários cursos como História da Arte na Escola do Louvre, História da Arte Renascentista na Escola Superior de Artes Aplicadas Duperré, além de outros cursos livres sobre o patrimônio artístico de Paris: arquitetura, pintura, escultura, jardins, etc.


Sou oficialmente Guia de Turismo em Paris com carteira profissional emitida pelo Ministério do Turismo e da Cultura da França.


Assim com o olhar de uma viajante e de uma profissional da área, tenho oferecido meus serviços de acompanhamento, organização e consultoria para turistas brasileiros em Paris.


Bienvenue à Paris !


Miriam Tanno Girardot


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O queijo come-se antes ou depois da sobremesa ?

Foto: Miriam T. Girardot 

É uma pergunta que muitos turistas fazem.
Na França, o queijo é servido antes da sobremesa, às vezes acompanhado de uma salada, mas impreterivelmente servido com pão.
Alguns até comem queijo como sobremesa, como o fromage blanc (se parece com a nossa ricota) acompanhado de uma geléia de frutas vermelhas, mas que também pode ser comido puro ou salgado.
A França produz mais de 400 variedades de queijo, que muitas vezes como o vinho, leva o nome do lugar onde foi produzido.
Poderíamos comer um queijo diferente por dia…

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Por que bebemos Champagne ?


Foto: Miriam T. Girardot 
O que alguns famosos disseram a respeito:

"Quando eu ganho, eu bebo champagne para celebrar... E quando perco, eu bebo para me consolar" - Napoleão  Bonaparte

"O champagne é o único vinho que aumenta a beleza da mulher" - Madame de Pompadour, amante do rei Louis XV

"Champagne, rei dos vinhos e o vinho dos reis" - Prince Orlofsky

O champanhe é geralmente servido no aperitivo ou na sobremesa, mas é o único vinho que pode ser servido desde o aperitivo até a sobremesa, em uma ocasião festiva.

• No aperitivo, o champanhe deve ser brut, de diversas variedades (cépages) e de uma certa idade. Se for para acompanhar entradinhas à base de frutos do mar ou de peixe, um champanhe branco (blanc des blancs). No verão, um champanhe semi-seco frutado e refrescante será bem apreciado.

• Entradas e pratos que você pode escolher um champanhe vintage (millésimé), de vários anos escolhidos pela sua qualidade, certamente será um vinho caro, mas de qualidade. O champanhe blanc de noirs, produzido unicamente de uvas Pinot Noir e (ou) Pinot Meunier, acompanha bem a carne vermelha, especialmente quando é servido com cogumelos. Se você servir um prato de peixe, ostras e foie gras, opte por um champanhe blanc de blancs, produzido exclusivamente com uvas brancas de uma das três variedades de uva de Champagne, o Chardonnay.

• Para a sobremesa: escolha um champanhe semi-seco ou um blanc de blancs, elaborado exclusivamente com a uva branca Chardonnay. Um champanhe rosé cai perfeitamente com frutas vermelhas, especialmente morangos.

Para os amadores, uma boa sugestão é visitar Reims, onde encontra-se a sede das grandes marcas de Champagne, como Veuve Clicquot, Pommery, Ruinart, Mumm, Taittinger... Um bate-e-volta de Paris à Reims, que fica há apenas 45 minutos de trem (TGV), saindo da estação "Gare de l'Est".
São 250km de caves de champagne e galerias subterrâneas do período galo-romano. Além da beleza da cidade com sua famosa Catedral de Notre Dame (Nossa Senhora) em estilo gótico, onde vários reis franceses foram coroados e o Palácio do Tau.
Centro Turistico de Reims clique aqui


sábado, 26 de janeiro de 2013

Palácio do Luxemburgo em Paris


Foto: Miriam  T. Girardot

Construído por Marie de Médicis, mãe do rei Luís XIII, no local de um antigo hôtel particulier (palácio urbano) pertencente a François, duque de Luxemburgo, de onde vem o seu nome.

Marie de Médicis comprou a propriedade em 1612, tendo encomendado o novo palácio, ao qual se referia como Palais Médecis, em 1615.

A rainha passou a residir no local em 1625. Os aposentos de um dos lados, no piso térreo, foram reservados para ela, e o conjunto correspondente no outro lado para seu filho, Louis XIII.
A construção foi finalizada em 1631, mas a rainha mãe foi expulsa da corte no mesmo ano, na seqüência da Journée des Dupes (Dia dos Logrados), quando tentou derrubar o Cardeal de Richelieu, primeiro-ministro da França.
Fonte Médicis - foto: Miriam ATG 
Em 1642, a rainha deixou em herança o Palácio do Luxemburgo ao seu segundo filho, Gastão de Orleans, o irmão mais novo do rei. 
O palácio passou depois para a sua viúva e para a sua filha, Ana, Duquesa de Montpensier, que fez dele a sua residência. A filha desta, a Duquesa de Guise, herdou-o em 1660 e deu-o a Luís XIV em 1694.
O palácio não voltaria a ser habitado até ser possuído por Luís XVI que o deu, em 1778, ao seu irmão, o Conde de Provença.

Durante a Revolução, foi uma prisão durante um breve período, em seguida foi o centro do Diretório e mais tarde a primeira residência de Napoleão Bonaparte, como Primeiro Cônsul de França.
Durante a 2a. Guerra Mundial, o palácio foi ocupado pelos alemães.

Atualmente, o Palácio de Luxembourg é ocupado pelo Senado Francês - Le Sénat.
Na primavera - foto: Miriam ATG
O local mais conhecido como "Jardim de Luxembourg", possui 25 hectares, um dos maiores da capital e um dos mais visitados também.

Possui 106 estátuas que encontram-se espalhadas pelo parque, um grande tanque de água onde as crianças pilotam modelos de barcos, quadras de tênis, quadra para basquete, mesas para jogar xadrez, o Museu Luxembourg (exposições temporárias), um hotel particular que é a residência oficial do presidente do Senado, teatro de marionete (guignol), parquinho para crianças até 12 anos (não é gratuito), lanchonetes, e o coreto (aqui chamado de kiosque) que apresenta um programa musical variado.
Em volta da grade do jardim sempre há uma exposição de fotos e que à noite fica mais bacana porque as fotos ficam iluminadas.

Gosto do Jardin de Luxembourg principalmente no outono e primavera.
Foto: Miriam ATG
O jardim funciona a partir das 7h30 (verão) e 8h15 (inverno) e fecha às 16h30 (inverno) e 21h30 (verão)

Possui varias entradas:
- Rue de Vaugirard
- Rue Guynemer
- Place André Honnorat
- Place Edmond Rostand

Metrô Odeon linhas 4 e 10
RER B Luxembourg

domingo, 20 de janeiro de 2013

HEMA - uma loja em Paris com produtos legais à preço baixos !


A marca Hema nasceu em Amsterdam em 1926. Atualmente com mais de 600 lojas espalhadas na Europa, uma filial em Paris foi aberta em dezembro 2010.
Ela oferece produtos de beleza, roupa, cama, mesa, banho, para bêbês e crianças, escritório, além dos produtos alimentícios.

Fotos: Miriam T. Girardot

Hema desenvolveu um estilo próprio que distingue seus produtos e embalagens de forma simples, original e contemporânea com uma certa dose de sobriedade e bom humor.
O segredo do sucesso da marca são os produtos de boa qualidade a preços baixos !
A loja no centro de Paris vive cheia. Sempre quando passo por lá, acabo comprando uma coisinha e outra...
Endereço :
120, rue Rambuteau - Paris - Metrô Les Halles -
Tel. 01 45 08 09 27
Aberta de segunda à sábado das 10h00 às 20h00 e aos domingos das 14h00 às 19h00
www.hema.fr

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Bateaux-Mouches em Paris


Foto: Miriam T. Girardot 

O termo "bateau-mouche (no plural bateaux-mouches) existia no século XIX para designar as embarcações que tinham apenas uma finalidade utilitária e que servia somente para transportar mercadorias e eventualmente passageiros de um lugar para outro, em vários rios e canais.

Estes barcos nunca haviam sido utilizados para passeios à partir de um local para ir e voltar, com um objetivo turístico.

Foi a partir da Exposição Universal de 1867, que os primeiros barcos fizeram a sua entrada no capital.

Como resultado de um concurso lançado pelos organizadores da exposição, o construtor naval Michel Félizat de Lyon (associado à outros lioneses) ganhou o prêmio e enviou uns trinta exemplares de seus navios de passageiros construídos em suas oficinas localizadas no bairro do Mouche, mosca em francês, daí o nome.

Ao sul de Lyon (do lado de Gerland). A exploração destas embarcações já tinha começado em Lyon, em dezembro de 1862 à 1913 , a " Compagnie des Bateaux Mouches " operavam a linha de transportes de passageiros entre "La Mulatière" e "Vaise" com cinco navios. Em Paris, a única linha da empresa Bateaux - Omnibus transportou mais de 2,5 milhões de passageiros durante exposição.

Após a Segunda Guerra Mundial, quando o transporte fluvial de passageiros desapareceu em favor do transporte terrestre, Jean Bruel (1917-2003), fundador da Compagnie des Bateaux Mouches, adquiriu um dos últimos barcos que foram construídos para a Exposição Universal, a fim de proporcionar passeios turísticos ao longo do Sena. Este novo conceito, Jean Bruel criou uma nova atividade, patenteando a marca " Bateaux Mouches ", em 1950. Ele ficou mais conhecido como Jean-Sébastien Mouche, foi o fundador de um novo segmento turístico que atrai milhões de turistas à cada ano.

Existem várias companhias que oferecem os passeios de barco pelo Sena com duração de 1 hora.

Bateaux Mouches clicar aqui

Bateaux Parisien clicar aqui

Bateaux Vedettes de Paris clicar aqui

Bateaux Vedettes du Pont de Neuf clicar aqui

Tarifa entre 12,50 à 14 €.

Algumas companhias oferecem vários tipos de passeios com almoço, jantar, degustação de champanhe, crepe, etc…

O que sempre recomendo é fazer o passeio antes do anoitecer, assim você verá Paris durante o dia e depois ela completamente iluminada, um passeio maravilhoso !