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quarta-feira, 15 de março de 2017

C215 e sua Street Art em Paris

Foto: Miriam ATG 
Christian Guémy (nascido em 1973), é um artista francês, que assina suas intervenções urbanas como C215.

Hoje é uma das mais belas promessas do Street Art na França. 

Suas obras podem ser encontradas nas ruas de vários países, além de galerias de São Paulo, Nova York e Londres.

Em 2009, houve uma exposição sobre a retrospectiva do seu trabalho na Galeria Pierre Cardin. 

C215 viaja pelo mundo deixando sua marca por onde passa.
Pinta cenas de ruas, retratos de sem tetos, mendigos, refugiados, órfãos, enfim, todas as pessoas deixadas de lado pela sociedade capitalista. 
Ele faz suas intervenções urbanas durante o dia e sem autorização. 
Suas obras são colocadas em lugares desvalorizados: portas enferrujadas, muros quebrados ou queimados, lixeiras.
Cada estêncil é bem pensado e criado em função do lugar, recortado no local, de maneira a ser absolvido no seu ambiente e interagindo com os habitantes.

Quando ele era criança, estava de carro acompanhando seus pais no Mercado das Pulgas de Clignancourt, quando ele viu pela primeira vez um grafite. Mais tarde, aos 14 anos, que veio a paixão pelo grafite.

Nessa época, como não havia internet e nem revistas com fotos de grafite, ele começou a criar seus próprios grafites com as vagas lembranças do que havia visto. 

Foi em 1989, em Orléans, que foi preso e julgado por vandalismo. 
Por sorte, um procurador da Justiça, metido à critico de arte, disse à C215 que ele teria um futuro brilhante. 

Em 2013, através de um mural de 25 metros de altura representando um gato, a arte de C125 foi registrada na historia da Street Art da capital francesa.

Esquina da rue Jeanne d'Arc com a rue Nationale.

Metrô Nationale linha 6


O duo Faile e sua Street Art em Paris

Foto: Miriam ATG 

Faile é um duo de artistas americanos: Patrick McNeil (nascido em 1975) e Patrick Miller (nascido em 1976). 

Eles vivem e trabalham no Brooklyn, em Nova York, desde 1999. 

Criam visuais saturados de uma amálgama de imagens recuperadas nos meios de comunicação de massa e cultura popular. 

No inicio, suas obras apareceram sobre os muros das cidades em cartazes, feitos de stencils ou pinturas murais. 

Com o tempo e a prática, os murais foram sendo ampliados até cobrir toda a fachada dos edifícios.

Em junho de 2016, o duo Faile veio a Paris para participar do projeto Street Art do 13e arrondissement.

Durante 10 dias, realizaram seu primeiro mural ao ar livre na França, num muro de um edifício de 12 andares.

O mural intitulado "Et j'ai retenu mon soufle - E eu prendi a minha respiração" representa uma bailarina suspensa entre o céu e a paisagem urbana.

Na esquina da rue Jeanne d'Arc, no n° 110 e pode ser visto do Boulevard Vincent Auriol  -  metrô Nationale linha 6 ou Campo Formio linha 5.


terça-feira, 14 de março de 2017

Inti Castro e sua arte no 13eme arrond de Paris

Foto: Miriam ATG
Nascido no início dos anos 80, INTI Castro tinha apenas 14 anos quando começou a trabalhar na rua. 

Se hoje suas obras são as mais respeitadas na América do Sul, Estados Unidos ou na Europa, é por causa da sua energia que o artista possui e que continua a viajar pelos quatro cantos do mundo nos oferecendo impressionantes murais.

Possui obras em Valparaiso (sua cidade natal) e  Santiago (Chile), Cali (Colômbia), Honolulu (USA), Paris e Mulhouse (França), Hasselt (Bélgica), Beirute (Líbano), Noruega (Oslo), Boras (Suécia).

O artista dá à seus personagens um jogo de colagem gráfica, adornado com fortes atributos simbólicos inspirados da imaginação latino americana, do paganismo e do cristianismo, que juntos formam uma ressonância contemporânea.

Influenciado pela cena da Street Art e pela tradição muralista mexicana, principalmente pela Brigada Ramona Parra, que foi um movimento artístico chileno contra a ditadura de Pinochet. 

A arte de INTI Castro evoca imediatamente a sua cultura sul-americana, pintura rica e colorida. 

Reconhecido por suas enormes produções murais, o trabalho de Inti é caracterizada por seu caráter fetiche: o Kusillo, um bufão que utiliza uma máscara nas danças de carnaval, um personagem da cultura indígena andina.

Aliás, INTI, seu nome adotado, é o nome do antigo deus do sol inca, divindade reconhecida por todos os povos andinos, uma referência à América pré-hispânica e indígena. 

Com uma delicadeza para traçar e um olhar afiado para os mínimos detalhes, INTI cria sobre o muro como sobre uma tela, seu universo pessoal, enraizado na cultura chilena, enriquecida por muitas influências que ganhou de suas muitas viagens ao redor do mundo.

INTI foi um dos primeiros artistas a participar do projeto da prefeitura do bairro,  desde o lançamento do projeto do museu ao ar livre do 13eme. arrondissement. 

Desde então, ele fez intervenções urbanas em vários locais do distrito.

O mural acima foi concluído em junho 2016, encontra-se no Boulevard Vincent Auriol, n° 81  -   metrô: entre as estações Nationale e Chevaleret linha 6. 

O mural abaixo foi produzido em novembro 2012, na avenida d'Italie,  n° 129  -   metrô: Maison Blanche linha 7. 


Foto: Miriam ATG

segunda-feira, 13 de março de 2017

A Street Art de Shepard Fairey em Paris

Foto: Miriam ATG
Shepard Fairey (nascido em 1970), mais conhecido como Obey, é um artista americano, designer gráfico, serigrafista, muralista e ilustrador.

O seu trabalho tonou-se conhecido mundialmente depois da campanha presidencial americana de 2008, com a criação do poster "Hope" de Barack Obama. 

Desde então, Obey tem pintado freqüentemente grandes muros, cobrindo fachadas de prédios com imagens carregadas de críticas sociais ou políticas. 

O Instituto de Arte Contemporânea de Boston o considera como um dos artistas do Street Art mais influente do momento.

Obey realizou o mural acima "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" em junho do ano passado. 

Ele se inspirou de um cartaz que fez após os ataques de 13 de Novembro, em homenagem às vítimas. 

O retrato desta Marianne (símbolo da República Francesa), é uma reutilização de uma antiga imagem mais conhecida como "Make Art Not War" (Faça arte, não guerra).  

Logo após os ataques de 13 de Novembro 2015, a bandeira francesa foi mostrado em todas as partes do mundo, e alguns dos seus amigos franceses lhe disseram que era a primeira vez que uma tal unidade diante dessa bandeira tornou-se um símbolo sem qualquer conotação fascista ou imperialista. 

Nos Estados Unidos, ele havia feito a mesma coisa criando a sua própria versão da bandeira americana. Sendo um grande fã de Jasper Johns, ele  queria falar sobre a grande diversidade que existe na América e impedir que os conservadores se apropriassem de um símbolo que pertence a todos. 

Obey aprecia a idéia de que o senso dos símbolos possa mudar de acordo com os indivíduos e o que eles fazem. 

A bandeira francesa aqui pode ser vista como um símbolo do nacionalismo, mas especialmente como um símbolo de apoio internacional e da unidade. Era o que ele queria compartilhar com a França.

O mural foi pintado em junho do ano passado.

186, rue Nationale -  Metrô Nationale  linha 6 

Foto: Miriam ATG 
A primeira obra de Obey em Paris, intitulada "Rise Above Rebel" terminada em 17 de junho 2012, após 03 dias de trabalho, com a ajuda de três assistentes e dois guindastes. 

Esse mural em 40 metros de altura, a mais alta que ele havia feito até esse momento.

Essa obra representa uma mulher, vitima da opressão que resiste e a excede. Um símbolo forte para o povo. 

93, rue Jeanne d'Arc  -  metrô: Nationale  linha 6

Foto: Miriam ATG 
Entre duas pancadas de chuva, em junho 2016, ele conseguiu terminar o mural "Delicate Balance - Balanço Delicado" inspirado no Globo Earth Crisis que foi colocado na Torre Eiffel durante a COP21 (conferência  mundial sobre o clima).

Na rue Jeanne d'Arc, n° 60  -  metrô Nationale linha 6






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