Sempre tive uma grande paixão pelas viagens, em descobrir lugares novos, pessoas e costumes diferentes…


Ao longo dos últimos vinte anos viajei pelos cinco continentes, totalizando 35 países.


Foi viajando que encontrei a minha vocação. Me tornei guia de turismo no Rio de Janeiro, onde estudei e obtive a credencial nas categorias: regional, nacional e internacional pela Embratur.


Em 2000, me casei e acabei fixando residência em Paris. Aqui fiz vários cursos como História da Arte na Escola do Louvre, História da Arte Renascentista na Escola Superior de Artes Aplicadas Duperré, além de outros cursos livres sobre o patrimônio artístico de Paris: arquitetura, pintura, escultura, jardins, etc.


Sou oficialmente Guia de Turismo em Paris com carteira profissional emitida pelo Ministério do Turismo e da Cultura da França.


Assim com o olhar de uma viajante e de uma profissional da área, tenho oferecido meus serviços de acompanhamento, organização e consultoria para turistas brasileiros em Paris.


Bienvenue à Paris !


Miriam Tanno Girardot


sábado, 31 de maio de 2014

A Copa do Mundo em Paris


Tenho acompanhada as manifestações contra a Copa no Brasil.
São mais contras do que prós. 
Habituada a passar as férias de verão europeu no Brasil,  desta vez, por causa da Copa, não irei. 
Mas tenho que reconhecer que essa Copa que será realizada no Brasil tem um outro sabor aqui na França, nenhum outro país que sediou a Copa antes, provocou uma euforia (oportunista) no comércio local.  










terça-feira, 27 de maio de 2014

Uma sessão de cinema insólita em Paris !


Que tal assistir um filme confortavelmente instalado em uma das camas do Bedroom, o Cinema Efêmero, no 5° andar do Observatório do  BHV Marais (a loja de departamento Bazar Hotel de Ville), uma instalação para acolher vinte pessoas à cada sessão do dia 30 de junho ao dia 12 de julho 2014.
Para participar basta tentar ganhar no jogo "Quelle star de la Bedroom ête-vous ?" - Qual estrela do quarto é você ? Clicando aqui cliquant ici, do dia 26 de maio até o dia 15 de junho 2014. Podendo escolher a sessão do filme que deseja ver e convidar uma à três pessoas para te acompanharem. 
Os ganhadores sorteados devem se apresentar às 20h30 au BHV Marais, com o seu pijama (ou não),  um coquetel ao tema do filme será servido, antes de se instalarem nas camas para assistirem o filme.
A lista dos filmes a serem selecionados:
- Top Gun
- The Party
- Flashdance
- Lost in Translation
- Manhattan
- La Famille Tenenbaum
- Taxi Driver
- The Big Lebowski
- Le Bon, La Brute et le Truand
- Shining
- Dents de la Mer
- Pulp Fiction 
- Reservoir Dogs
Não é a primeira vez que esse tipo de evento acontece em Paris. O ano passado, um drive-in instalado no Grand Palais atraiu 24 mil espectadores. Os parisienses amam esses eventos insólitos !


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Operação Portas Abertas



Amanhã, dia 17 de maio, começa o lançamento da temporada Portas Abertas, que tem o objetivo de convidar o público para participar dos 29 workshops: arte floral, desenho animado, jóias, desenhos, gravuras,  fotografia, cerâmica, pintura, enfim, são 90 disciplinas artísticas  a escolher antes da abertura das inscrições no dia 20 maio. 
Esses workshops serão apresentados em quatro lugares descritos abaixo que servirão de vitrine e abrirão as duas portas, das 10h00 às 18h00.
- Vaugirard : 85, rue de Vaugirard, Paris 6e - M° Montparnasse-Bienvenüe
- Vacquerie : 3-5, rue La Vacquerie, Paris 11e - M° Voltaire
- Souham : 3, place Souham, Paris 13e - M° Olympiades
- Flammarion : 19, rue Camille Flammarion, Paris 18e - M° Porte de Clignancourt 

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Festival de Jazz em Saint-Germain-des-Près


Começa hoje, dia 15 até o dia 25 de maio, o Festival de Jazz em Saint-Germain-des-Près 2014, com shows únicos e excepcionais, encontros com artistas, revelação de novos talentos, exposições, conferências, enfim, o Jazz em todas as suas formas!   

terça-feira, 13 de maio de 2014


A Noite Européia dos Museus é uma abertura excepcional e simultânea, sendo que uma grande parte dos museus europeus são gratuitos durante uma noite, para incentivar um novo público, especialmente formado por famílias e jovens, a descobrir os museus. 
Este evento "Lange Nacht der Museen"  - Longa Noite dos Museus, surgiu em 1997, em Berlim. Dois anos mais tarde, o Ministério da Cultura e Comunicação Francesa, propôs aos museus  de abrir gratuitamente suas portas num domingo de primavera. Batizado naturalmente de "Primavera dos Museus", todos os museus dos 39 países que assinaram a convenção cultural do Conselho da Europa participam dessa manifestação desde 2001. E a partir de 2005, passou a ser chamada "Noite dos Museus". 
Projetado em um ambiente festivo e amigável, a "Noite Européia dos Museus", que começa ao pôr do sol e termina por volta de uma hora da manhã é uma oportunidade para sensibilizar o público em geral sobre a riqueza do patrimônio comum que são as coleções dos museus e conquistar novos visitantes, especialmente os jovens, que muitas vezes têm outras práticas culturais.
A próxima edição é o dia 17 de maio, no próximo sábado. 
Confiram a programação cliquem aqui

domingo, 11 de maio de 2014

AntiCafé um novo conceito de café em Paris


Mesmo tendo que andar muito por causa do meu trabalho, eu amo flanar pelas ruas de Paris quando tenho tempo livre. Hoje depois de almoçar, passando pela rue Richelieu, parei por acaso, à frente de um café. O que me chamou a atenção foi o nome "AntiCafé".  Estava lotado,  cada um com o seu computador, tablet, etc. O lugar tem uma decoração simpática e moderna. Engraçado que já passei tantas vezes em frente e nunca havia reparado nesse café. Mas o que me chamou a atenção foi a placa dizendo "consumir à vontade e que paga-se pelo tempo passado no café: bebidas quentes, bebidas geladas, frutas, bolos doces e salgados, wifi, impressora, scanner, video-projetor, jogos". Por uma hora paga-se 4 €, a cada hora suplementar 3 €, dia todo 14 €, mensal 200 €. E ainda, o AntiCafé permite que você traga a sua própria comida e bebida (não alcóolica). 
Atendendo ao mercado onde existem cada vez mais profissionais independentes que trabalham em casa e que não possuem condições de alugar um  local próprio, o AntiCafé é o lugar perfeito. Atrai  uma comunidade jovem, criativa, apaixonada e talentosa. Há jovens empresários, cineastas, artistas e músicos, designers, estilistas… O lugar é excelente para fazer contatos. O AntiCafé organiza workshops, conferências,  projeções de filmes, noites temáticas. 
O primeiro AntiCafé foi aberto em 2013, o segundo foi aberto recentemente. Ambos possuem o mesmo espírito e a mesma identidade: uma atenção particular no atendimento, aos serviços e ao espaço, e um conceito tarifário simples e atrativo.
Nos anos 60, existiam mais de 200 mil cafés na França. Os cafés são vítimas da evolução da sociedade.  Se os cafés franceses já foram um local de reuniões ou de simples encontros, com a chegada da televisão, do desenvolvimento da indústria do lazer, com a campanha contra o alcoolismo e suas leis, e principalmente com a crise financeira, dizem que seis mil cafés desaparecem por dia. Alguns têm a idéia de se converter em bar à vinho, bar literário, bar para crianças, bar karaokê, bar lavanderia, bar mercearia, bar e costura…  O AntiCafé é uma tendência que veio para ficar.



sexta-feira, 9 de maio de 2014

A arte de Romero Britto em Paris

Uma loja de decoração em Paris

Há alguns anos atrás, ganhei um anjinho do Romero Britto de um amigo que o comprou no Moma, em NY.  No ano passado, visitando Berlim, vi um enorme urso (símbolo da cidade) que imediatamente identifiquei o autor. Uma amiga paulista deu à minha filha, uma canga com os desenhos do Romero Britto. Quando estive no Rio em fevereiro, também vi uma  escultura dele no terminal do aeroporto Tom Jobim. E outro dia, passando em frente de uma loja de decoração o meu bairro, vi vários objetos do Romero Britto. Fácil de identificar, pois tudo o que ele produz possui o mesmo traço quase infantil, explorando formas geométricas ou figuras de sua preferência, como corações ou animais, sempre com cores vivas, fazendo sucesso justamente porque sua obra dá vida a qualquer espaço ou objeto, dito por  alguém que definiu bem a sua pintura.  
Em Berlim 
A crítica brasileira é muito dura com Romero Britto que não o considera um artista. Aloísio Magalhães,  diretor do Museu de Arte Moderna do Recife, diz que Britto “dilui uma série de influências coloristas do imaginário da arte pop. Faz isso com competência, é certo, mas criando um trabalho que já nasce inerte, porque se instrumentaliza em se adequar ao senso comum da cultura de massa. Ou seja, oferece o prato que já é esperado e por isso não tem pulso para se impor como um trabalho original”.  E Aguinaldo Farias, um dos curadores e crítico de artes mais reconhecidos do Brasil,  diz que não traria nunca Romero Britto numa Bienal, porque não o considera um artista, é outra coisa. "E aí existe uma divisão, você não pode convidar para a mesma festa. Um mau artista não melhora com o contato com o bom artista. E o bom artista não ganha com a presença de um mau artista. E você engana o público. Estamos tentando fazer o que o mercado não faz, que é mostrar o que está fora do circuito".

Fernando Monteiro, escritor e crítico de arte, é mais positivo, diz que o pintor Romero Britto é um fenômeno mercadológico. Exímio artesão da pintura, seu meio de expressão é uma dádiva para quem detém o poder, e necessita comunicar à massa consumidora os símbolos desse poder. Ele é um fenômeno de afirmação no campo artístico internacional, cuja força talvez ainda não tenha sido devidamente avaliada — no Brasil, pelo menos. Pernambucano do Recife, de família pobre, sua ascensão meteórica num setor disputadíssimo, surpreende — “choca” — e incomoda.
Por quê ? Primeiro, porque o sucesso de Romero se irradia dos Estados Unidos — e, pior, de Miami. Isso é duplamente imperdoável. O terminal EUA põe a carreira entre as estrelas, com a pompa pop cercando Romero de brilhos, sinais alegres de otimismo, bom-humor e sucesso.
Segundo, estamos num país onde fazer sucesso é perigoso — e muitos forçarão para que Romero continue um “artista de Miami”, embora tenha conquistado a Fiac, de Paris e Vancouver.
Tal preconceito — como toda rejeição baseada num pré-julgamento - ignora o conteúdo essencial daquilo que pretende rejeitar e, no final, como todo prejuízo típico dos preconceitos, mais encurta a compreensão — como generosidade da mente.
Romero é bom ? Claro que é. Ele fala com sotaque americano? Sim. Isso importa tanto ? Não. Britto alonga o braço pop da arte contemporânea ? Sem dúvida. Seu autodenominado new cubism pop é uma releitura de Warhol, Haring e - pausa - Brennand (que não é pop, claro — pelo menos por enquanto) ? Eu diria que sim.
Romero Britto levou para o meio da estética saída dos comics o traço pesado (de contorno) do nosso mestre da Várzea — é o próprio Britto quem confessa a influência e a admiração.
Como uma onda no mar - contra essa maré — é que se erguem os rios de cor tropical desse “artista de Miami” cumprindo sua cerimônia sanfranciscana de alegria — ao espalhar o arco-íris como se houvesse escutado cânticos-brados na Lincoln Road.
Ora, não exijam de Romero, que ele seja triste - porque não o inquieta a angústia que ele (sem culpa) não sente. E não se impeçam de admirar sua capacidade de crença, esperança e otimismo de um mundo não-cinzento — para ele.
Romero vê as coisas pelo lado bom — e talvez pretenda anunciar uma boa nova da cor. Diria mesmo que ele pode estar agindo como um avatar da alegria futura, antecipada em tempos de dor. Já é muito para um recifense que o mundo inteiro começa a admirar — francamente. 
Para ler o artigo completo clique aqui
Romero Britto é o artista brasileiro mais bem-sucedido no exterior, um fenômeno no cenário internacional. Já pintou quadros para personalidades como Madonna, Bill Clinton,  o principe William e Kate Middleton, Arnold Schwarzenegger… Criou peças publicitarias para Pepsi-Cola, Disney, IBM e Apple. 
Romero Britto é o Paulo Coelho da pintura !

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Um jantar romântico no restaurante efêmero do Orient Express em Paris

Foto: M. T. Girardot 

Desde o dia 04 de abril, juntamente com o início da exposição Oriente Express, um restaurante efêmero foi instalado em um vagão do histórico Oriente Express, no pátio do IMA - Instituto do Mundo Árabe. 
O chef é o estrelado Yannick Alléno, escolhido pela sua "cuisine" fina e criativa, que diz  "Ser associado a um nome mágico é uma oportunidade incrível. O Orient Express é um mundo fantástico relacionado às viagens, à cultura e à gastronomia. Ele ecoa a arte de viver à la francesa e ressoa no mundo todo, eu tenho muito orgulho de poder oferecer um jantar lendário especialmente concebido para a ocasião". 
À sua chegada, você é convidado para entrar na vagão Train Bleu (Trem Azul) para degustar um aperitivo (não incluído no menu) ou para se instalar à bordo do vagão Anatole, onde será servido o jantar criado por Yannick Alléno.
Você pode escolher o Menu:
* Anatole: mini-entradas (mise en bouche), entrada, prato, sobremesa, 1/2 garrafa de água mineral a 120 € por pessoa
* Fléche d'Or: mini-entradas (mise en bouche), entrada, prato, sobremesa,  aperitivo, 3 copos de vinho previamente escolhido para acompanhar os pratos, água mineral e um café a 160 € por pessoa
Há dois serviços, um servido às 19h00 e o segundo às 21h30.
Na 6a.feira há um único  serviço às 21h30.
Aberto unicamente para o jantar de terça-feira a sábado.  
As reservas são feitas unicamente pela internet www.yannick-alleno.com
Informações pelo telefone 01 78 09 56 01
O restaurante efêmero funciona até o encerramento da exposição Orient Express, no dia 31 de agosto de 2014.
No patio do IMA - Institut du Monde Arabe : 1, rue des Fossés Saitn-Bernard - Place Mohammed V

Instituto do Mundo Arabe em Paris e suas exposições temporárias


Nos prédios do IMA - Instituto do Mundo Árabe encontra-se o museu de civilizações e exposições temporárias, mas não é somente um museu, o instituto oferece uma ampla gama de atividades variadas, como aulas de árabe, conferências, cinema, concertos, danças, oficinas, passeios guiados, etc…  
Em um terreno próximo à beira do Sena, perto do antigo portão de St. Bernard, onde havia sido construído no século XII, a abadia de Saint-Victor, e depois no século XVI, o mercado do vinho, atualmente encontram-se  a Universidade Jussieu e do Instituto do Mundo Árabe. O IMA foi projetado pelos arquitetos Jean Nouvel (o mesmo que projetou o Museu do Louvre em Abu Dhabi), Gilbert Lezenes, Pierre Sora e o Arquitetura Studio. 
Um edifício único, com sua arquitetura moderna, mas que apresenta também uma síntese alegórica entre a concepção arquitetônica do Oriente e do Ocidente. Apesar da aparência modernista de vidro e alumínio utilizado, uma série de elementos arquitetônicos da tradição oriental são reinterpretados, como os moucharabiehs da fachada, o pátio interior (ryad) e a torre de livros (ziggourat).  
A fachada sul é composta de 240 moucharabiehs, cujo mecanismo é acionado eletronicamente. O diafragma de abertura é ajustada a cada hora paar se adaptarem à luz externa e criar um jogo de luz ao interior do edifício. 
Institut du Monde Arabe: 1, rue des Fossés-Saint-Bernard
Aberto de 3a.feira à domingo. 
Funciona das 10h00 às 18h00.
Nos finais de semana e feriados - das 10h00 às 19h00
Visita noturna às 6as.feiras - das 10h00 às 21h30 
Ingressos:
Tarifa normal: 8 €
Tarifa reduzida para grupos a partir de 6 pessoas: 6 € 
Tarifa para jovens até 25 anos que não pertencem à Comunidade Européia: 4 €
Metrô: 
Estação Cardinal Lemoine  -  linha 10   -   saída (sortie) n° 2
Estação Jussieu  -  linha 7  - saída (sortie) n° 1  -  6 minutos a pé

Fotos: M. T. Girardot 
A exposição temporária "Hajj, a peregrinação à Meca" organizada pelo IMA e a Biblioteca Nacional do Rei Abdulaziz (da Arabia Saudita), começou no dia 23 de abril e termina no dia 10 de agosto de 2014, no nível 1 e 2. 
A peregrinação à Meca chamada de Hajj, é um dos cinco pilares do Islã, juntamente com a profissão da fé (shahada), a oração, o jejum do mês de Ramadã  e a esmola (zakat). O Hajj edeve ser feito em uma data especifica, no mês de dhu al-hijjah do calendário lunar do Islã. Praticado há mais de quinze séculos, o Hajj é uma ocasião de um encontro religioso, mas também social e cultural, de milhões de muçulmanos de todas as origens étnicas e geográficas. 
A exposição tem como objetivo apresentar a peregrinação à Meca em suas diversas dimensões e através de sua evolução histórica. Experiência mística individual, a meditação religiosa, fonte de inspiração artística e intercâmbio cultural, as múltiplas facetas da peregrinação são apresentados ao público através de arte medieval, manuscritos e objetos, aparatos de tecidos e  oferendas. A dimensão contemporânea é amplamente presente, com o olhar de artistas sauditas na peregrinação, numerosos projetos arquitetônicos de lugares santos e a palavra dos peregrinos. O olhar ocidental não é esquecido : pintores orientalistas, viajantes e cronistas que foram questionados por este acontecimento único do Islã, cruzando temas comuns às duas civilizações : o universalismo de Abraão em relação ao outro. A exposição convida o público a descobrir esta prática ancestral, mas sempre viva.

Ingresso da exposição : 8,50 € a 10,50 € (fora a taxa de reserva) - gratuito para crianças menores de 16 anos. 
No dia 17 de maio, acontece a Noite Européia dos Museus, essa exposição será acessível ao publico até a meia-noite com tarifa de 8,50 €. 
A outra exposição 'Il était une fois l'Orient Express" - Era uma vez o Oriente Express, teve inicio no dia 04 de abril com  fim previsto no dia 31 de agosto 2014.
Uma exposição dividida em duas partes, uma no interior do IMA e a outra no pátio, onde podemos visitar os quatro vagões de trem, sendo o último um vagão-restaurante, instalados numa plataforma reconstituída. Podemos descobrir a atmosfera luxuosa que acompanhava o viajante ao longo do seu périplo na sua descoberta ao Oriente.  No interior do IMA, a exposição mostra objetos e documentos de arquivos, cartazes filmes, documentos e fotografias, sendo que algumas estão expostas nos vagões de trem. Essa exposição nos permite de compreender a origens do Oriente Express através da personalidade do seu inventor Georges Nagelmackers, mas também dos seus aspectos técnicos, sociais e culturais. As questões relacionadas à dimensão geopolítica do Oriente Express são igualmente desenvolvidas, através das várias rotas do trem e as conexões permitiam, de Istambul chegar à Aleppo, Damasco, Beirute, Bagdá, Cairo, Luxor, Aswan… 
Ingressos: 8,50 € a 10,50 €

terça-feira, 6 de maio de 2014

Reinauguração do Parque Zoológico de Paris

Foto: M. T. Girardot 

Após seis anos de renovação, o Parc Zoologique de Paris reabriu suas portas ao público no dia 12 de abril passado. 
São 14,5 hectares e 4km de percurso. 
O zoológico apresenta mais de mil animais, com 180 espécies animais diferentes, sendo 74 espécies de aves, 42 espécies de mamíferos, 21 espécies de répteis, 17 espécies de anfíbios e 15 espécies de peixes vindos da Patagonia, Sahel-Sudão, Europa, Amazônia-Guiana e Madagascar. 
Localizado no 12° arrondissement de Paris, no cruzamento da avenue Daumesnil com o grande lago, possuindo uma única entrada. 
Metrô: estações  Porte Dorée - linha 8 e Château de Vincennes - linha 1
Tranway: Porte Dorée - linha T3
Aberto durante todo o ano:
Da metade de outubro à metade de março - das 10h00 às 17h00
Da metade de março à metade de outubro- das 10h00 às 18h00 durante a semana e das 9h30 às 19h30 nos finais de semana, feriados e férias escolares
Ingressos:
Adulto: 22 €
Jovens de 12 a 25 anos: 16,50 €
Crianças de 3 a 11 anos: 14 €

Crianças menores de 3 anos: gratuito

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Exposição Van Gogh - o suicídio da sociedade

Foto: Miriam T. Girardot 

Uma belíssima exposição " Van Gogh  - o suicídio da sociedade" começou no dia 11 de março no Museu d'Orsay, com término previsto para o dia 06 de julho de 2014.   
Em 1947, o proprietário de uma galeria de arte parisiense propõe ao escritor Antonin Artaud à escrever um ensaio sobre o pintor Van Gogh. Partindo do oposto da teoria da alienação, Artaud tentou demonstrar como a lucidez superior de Van Gogh incomodava a consciência comum. O suicídio cometido em julho de 1890, aos 37 anos de idade, foi a maneira que ele encontrou para evitar as "verdades insuportáveis​​" daqueles que se incomodavam com a sua pintura. 
A escolha de associar o seu nome com o de Antonin Artaud não foi por acaso. O escritor sofreu 58 sessões de eletrochoques entre 1943 e 1945 no hospital de Rodez (Aveyron), morrendo em março de 1948, de um câncer inoperável.  
A exposição apresenta 45 pinturas, uma seleção de desenhos originais e cartas de Van Gogh, assim como uma seleção de obras gráficas do poeta-desenhista Artaud. 
E todas as 5as. feiras entre 19h00 e 20h00, o ator Jean-Luc Debattice faz leituras dos textos de Artaud sobre as pinturas de Van Gogh. 
Museu d'Orsay
Aberto de 3a.feira à domingo, das 9h30 às 18h00. Visita noturna nas 5as.feiras até as 21h15.
Tarifa: 11 €
Metrô: estação Solférino  -  linha 12  
Trem: RER C  -   estação Musée d'Orsay 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

CUIDADO COM OS FALSOS TAXISTAS NA SUA CHEGADA EM PARIS !

O vôo até Paris foi cansativo e você não vê a hora de chegar rapidnho ao hotel, você recupera as suas bagagens,  sai da área reservada e é abordado por alguém que te oferece um táxi, seja no aeroporto Charles de Gaulle ou Orly, saiba que são falsos taxistas.

Os taxistas dos aeroportos de Paris ficam aguardando os clientes nos lugares reservados à eles, na parte exterior,  indicado nas placas.

Normalmente, esses falsos taxistas estão bem vestidos e possuem carros luxuosos, mas que certamente não possuem a placa iluminada Taxi no teto do carro, nem táximetro e o nome da cooperativa nas portas laterais (G7, Les Taxis Bleus,Alpha Taxi).

O preço é estipulado na hora em que você aceita esse serviço, cobram mais que o dobro do preço normal.

Duas brasileiras chegaram a pagar 170 € do aeroporto Charles de Gaulle até o hotel em Paris. A corrida foi fixada em 150 € e foi cobrado 10 € por cada mala colocada no porta-malas.

Enquanto um taxi oficial custa 50 a 55 € do Aeroporto Charles de Gaulle até Paris - rive droite (margem direita) e rive gauche (margem esquerda)  e 30 à 35 € do Aeroporto de Orly até de Paris - rive droite (margem direita) e rive gauche (margem esquerda).

Cobra-se 1 € pela segunda bagagem colocada no porta-malas.

A partir de 5 passageiros cobra-se um suplemento de 3 €.

Sem obrigação de dar gorjetas.

Saibam que não é somente nos aeroportos que existem falsos taxistas, eles se encontram nos pontos turísticos, nas estações ferroviárias (Gare du Nord, Gare du L'est, Gare de Montparnasse,  Gare de Bercy, Gare de Lyon, Gare St-Lazare), nas saídas de boates, principalmente na saída dos cabarés como o Moulin Rouge, onde a cada espetáculo saem cerca de 800 pessoas, todas cansadas e com pressa de irem embora, e a fila para pegar o táxi parece interminável.

Mesmo pegando o taxi no ponto de ônibus do aeroporto, antes de entrar no taxi, confirme o preço mostrando o endereço do seu hotel.
Ultimamente tenho escutado muito os turistas dizerem que além do taxista ter cobrado muito acima do valor estipulado por lei, param para abastecer o carro no meio do caminho.

Dia 1° de Maio e a tradição de dar "muguets" neste dia

Foto: Miriam T. Girardot 
O muguet, a flor da felicidade 

Flor da primavera por florir em maio, o muguet é tradicionalmente uma flor que traz felicidade. De acordo com a linguagem das flores, muguet significa o "retorno da felicidade"… 
Essa flor branca que possui a forma de um sino e muito perfumada é associada igualmente aos grandes designers como Christian Dior, que tinha o muguet como sua flor preferida. O odor desta flor é encontrado em muitos perfumes.  Cultivado em grande escala na região de Nantes para ser comercializado no dia 1° de maio, é igualmente cultivado em jardins protegidos do sol ou encontrados em estado selvagem nas florestas, como essas da foto acima, que foram colhidas numa floresta no leste do país.  
A festa do muguet - Uma celebração do amor

Diz-se que a tradição de oferecer "muguet" remonta ao Renascimento, época em que o rei Carlos IX teria lançado essa moda após receber alguns muguets no dia 1° de maio… O que podemos afirmar com certeza, é que no século XV, o dia 1° de Maio era uma celebração do amor, no qual os príncipes e senhores entravam na floresta para cortar galhos que eram usados ​​para decorar as casas. Eles também fabricavam coroas de folhagens e flores para usar e oferecer à pessoa amada. 
Se o Dia do Trabalho é no dia 1° de maio, ela não tem nenhuma relação com o muguet. A primeira comemoração aconteceu no dia 1° de Maio de 1886, quando os sindicatos americanos fizeram manifestar cerca de 400 mil trabalhadores para obter o dia de 8 horas e muitas empresas americanas escolheram essa data porque começavam naquele dia seu exercício financeiro.  Na França, o dia de 8 horas começou em 1919, mas foi a partir de 1947 que passou a ser um feriado pago a todos os trabalhadores.

A tradição de dar  muguets  à todas as pessoas que amamos, a família e os amigos no dia 1° de maio ainda perdura.
Este ano, elas floresceram uma semana antes. Mas com certeza será vendida hoje pelo floristas e vendedores ambulantes na ruas de Paris, o preço varia de 2 a 3 €. 

Fonte:
http://www.lemagfemmes.com/Fetes-populaires/Premier-mai-fete-du-travail-et-fete-du-muguet.html