terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

A história de amor de Héloïse e Abélard no séc. XII em Paris

Entre o n° 9 e 11, Quai aux Fleurs, 4eme. arrond.
Foto: Miriam ATG 
Pierre Abélard nasceu em 1.079, de família nobre, havia sido destinado à profissão das armas como seus irmãos. Mas sua sede de conhecimento e sua paixão pelas letras, ele se tornou educador. 
Foi à Paris, onde ensinou filosofia. Bem dotado intelectualmente, dialético formidável, ele é um jovem professor admirado por seus alunos. Reconhecido e respeitado, apesar de sua natureza inquieta. 
Aos 36 anos, ele é um brilhante mestre de teologia na Catedral de Notre Dame em Paris. 
O cânone Fulbert da Catedral Notre Dame de Paris, confiou a educação de sua sobrinha Héloïse de 17 anos à Abelard, que imediatamente ficou perturbado pela sua inteligência e beleza. 
Héloïse nasceu em 1.100, foi criada e educada na Abadia de  Argenteuil, monastério reservada às mulheres, e depois continuou a sua educação na Catedral Notre Dame de Paris.
Ela era de uma grande vivacidade de espirito e muito bonita, e se sente atraída pela presença deste novo professor, Pierre Abélard, um homem maduro e sedutor. 
A relação entre eles não permanece muito tempo platônica. Se apaixonam perdidamente, apesar dos ensinamentos religiosos que ambos receberam. Heloïse engravida, e decidem fugir para a Bretanha, onde nasce o filho Astrolabe, que ela deixa com a família do seu amado.
Eles se casaram secretamente. Por insistência de Abélard e de seu amor por ele, ela concorda em retirar-se para o mosteiro, onde havia passado a infância. 
Quando o cânone Fulbert furioso,  denunciou o  casamento secreto, foi um escândalo e prejudicou a carreira de Abélard, que havia traído a igreja, de acordo com as leis da época. 
O cânone contratou dois capangas para punir o filósofo, que o castraram. Esta mutilação fez com que sua carreira eclesiástica e de professor seja encerrada. Essa vingança muito cruel e ultrajante que o cânone foi afastado do cargo por vários anos.
Héloïse segue sua vida monástica na  Abadia de Argenteuil, tornando-se abadessa do convento Paráclito em 1129, que ela, uma filósofa reconhecida, administrou até o final da sua vida, tornando o lugar próspero. 
Longe de seu amor,  ela mantém uma ligação espiritual, ao qual ela nunca renunciou. 
Abélard refugiou-se na abadia de Saint-Denis, onde se tornou um monge e continua seu trabalho como filósofo. 
A paixão ardente entre eles será expressa através das cartas de amor, escritas maravilhosamente e liricamente em latim. 
Héloïse admite ter sido condenada ao claustro por seu amor trágico por Abélard, com quem ela conheceu a plenitude do ser. 
A admiração intelectual e mútua é expressada nessa correspondência entre eles.
Este amor entre palavras não tem idade, é universal. 
Em sua tragédia, os dois amantes têm como fonte inesgotável o amor, que vai além do amor carnal. 
Imbuído de espiritualidade, a paixão se transforma em uma troca intelectual e filosófica que transcende o tempo. 
Perseguidos ao ponto de serem forçados a seguir a vida monástica, nada altera o amor entre eles.
Abélard morreu em 1142, Héloïse pede que o corpo do seu marido seja sepultado no Paráclito. 
Ela morre em 1164, a lenda diz que o seu desejo de ser enterrada no mesmo túmulo do seu marido foi respeitado.
Em 1917, a prefeitura de Paris transladou os restos mortais do casal lendário no Père-Lachaise.

Na 7eme division do Cemitério Père Lachaise 

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