Sempre tive uma grande paixão pelas viagens, em descobrir lugares novos, pessoas e costumes diferentes…


Ao longo dos últimos vinte anos viajei pelos cinco continentes, totalizando 35 países.


Foi viajando que encontrei a minha vocação. Me tornei guia de turismo no Rio de Janeiro, onde estudei e obtive a credencial nas categorias: regional, nacional e internacional pela Embratur.


Em 2000, me casei e acabei fixando residência em Paris. Aqui fiz vários cursos como História da Arte na Escola do Louvre, História da Arte Renascentista na Escola Superior de Artes Aplicadas Duperré, além de outros cursos livres sobre o patrimônio artístico de Paris: arquitetura, pintura, escultura, jardins, etc.


Sou oficialmente Guia de Turismo em Paris com carteira profissional emitida pelo Ministério do Turismo e da Cultura da França.


Assim com o olhar de uma viajante e de uma profissional da área, tenho oferecido meus serviços de acompanhamento, organização e consultoria para turistas brasileiros em Paris.


Bienvenue à Paris !


Miriam Tanno Girardot


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

A história de amor de Héloïse e Abélard no séc. XII em Paris

Entre o n° 9 e 11, Quai aux Fleurs, 4eme. arrond.
Foto: Miriam ATG 
Pierre Abélard nasceu em 1.079, de família nobre, havia sido destinado à profissão das armas como seus irmãos. Mas sua sede de conhecimento e sua paixão pelas letras, ele se tornou educador. 
Foi à Paris, onde ensinou filosofia. Bem dotado intelectualmente, dialético formidável, ele é um jovem professor admirado por seus alunos. Reconhecido e respeitado, apesar de sua natureza inquieta. 
Aos 36 anos, ele é um brilhante mestre de teologia na Catedral de Notre Dame em Paris. 
O cânone Fulbert da Catedral Notre Dame de Paris, confiou a educação de sua sobrinha Héloïse de 17 anos à Abelard, que imediatamente ficou perturbado pela sua inteligência e beleza. 
Héloïse nasceu em 1.100, foi criada e educada na Abadia de  Argenteuil, monastério reservada às mulheres, e depois continuou a sua educação na Catedral Notre Dame de Paris.
Ela era de uma grande vivacidade de espirito e muito bonita, e se sente atraída pela presença deste novo professor, Pierre Abélard, um homem maduro e sedutor. 
A relação entre eles não permanece muito tempo platônica. Se apaixonam perdidamente, apesar dos ensinamentos religiosos que ambos receberam. Heloïse engravida, e decidem fugir para a Bretanha, onde nasce o filho Astrolabe, que ela deixa com a família do seu amado.
Eles se casaram secretamente. Por insistência de Abélard e de seu amor por ele, ela concorda em retirar-se para o mosteiro, onde havia passado a infância. 
Quando o cânone Fulbert furioso,  denunciou o  casamento secreto, foi um escândalo e prejudicou a carreira de Abélard, que havia traído a igreja, de acordo com as leis da época. 
O cânone contratou dois capangas para punir o filósofo, que o castraram. Esta mutilação fez com que sua carreira eclesiástica e de professor seja encerrada. Essa vingança muito cruel e ultrajante que o cânone foi afastado do cargo por vários anos.
Héloïse segue sua vida monástica na  Abadia de Argenteuil, tornando-se abadessa do convento Paráclito em 1129, que ela, uma filósofa reconhecida, administrou até o final da sua vida, tornando o lugar próspero. 
Longe de seu amor,  ela mantém uma ligação espiritual, ao qual ela nunca renunciou. 
Abélard refugiou-se na abadia de Saint-Denis, onde se tornou um monge e continua seu trabalho como filósofo. 
A paixão ardente entre eles será expressa através das cartas de amor, escritas maravilhosamente e liricamente em latim. 
Héloïse admite ter sido condenada ao claustro por seu amor trágico por Abélard, com quem ela conheceu a plenitude do ser. 
A admiração intelectual e mútua é expressada nessa correspondência entre eles.
Este amor entre palavras não tem idade, é universal. 
Em sua tragédia, os dois amantes têm como fonte inesgotável o amor, que vai além do amor carnal. 
Imbuído de espiritualidade, a paixão se transforma em uma troca intelectual e filosófica que transcende o tempo. 
Perseguidos ao ponto de serem forçados a seguir a vida monástica, nada altera o amor entre eles.
Abélard morreu em 1142, Héloïse pede que o corpo do seu marido seja sepultado no Paráclito. 
Ela morre em 1164, a lenda diz que o seu desejo de ser enterrada no mesmo túmulo do seu marido foi respeitado.
Em 1917, a prefeitura de Paris transladou os restos mortais do casal lendário no Père-Lachaise.

Na 7eme division do Cemitério Père Lachaise 

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