Sempre tive uma grande paixão pelas viagens, em descobrir lugares novos, pessoas e costumes diferentes…


Ao longo dos últimos vinte anos viajei pelos cinco continentes, totalizando 35 países.


Foi viajando que encontrei a minha vocação. Me tornei guia de turismo no Rio de Janeiro, onde estudei e obtive a credencial nas categorias: regional, nacional e internacional pela Embratur.


Em 2000, me casei e acabei fixando residência em Paris. Aqui fiz vários cursos como História da Arte na Escola do Louvre, História da Arte Renascentista na Escola Superior de Artes Aplicadas Duperré, além de outros cursos livres sobre o patrimônio artístico de Paris: arquitetura, pintura, escultura, jardins, etc.


Sou oficialmente Guia de Turismo em Paris com carteira profissional emitida pelo Ministério do Turismo e da Cultura da França.


Assim com o olhar de uma viajante e de uma profissional da área, tenho oferecido meus serviços de acompanhamento, organização e consultoria para turistas brasileiros em Paris.


Bienvenue à Paris !


Miriam Tanno Girardot


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Viajar ao estrangeiro fica mais caro com a cobrança do IOF

Acho que como a maioria dos brasileiros, tive a desagradável surpresa ao saber que o governo brasileiro fez mudanças na taxa do IOF que passou a vigorar no dia 28 de dezembro de 2013. 

Se até então, apenas para pagamento com o cartão de crédito no exterior pagava-se 6,38% sobre o valor, agora passou a ser cobrado também:

- o carregamento de cartão pré-pago (como o VTM que eu já havia citado num post anteriormente e que achava a maneira mais econômica e segura)

- cheque de viagem

- compras com cartão de débito

- saques da conta corrente ou com o cartão de crédito no exterior

E para compra de moeda em espécie no Brasil, o IOF é de 0,38% sobre o valor.

Ai surgem muitas dúvidas:

- É melhor eu viajar com dinheiro vivo pagando apenas 0,38% e ficar estressada a viagem toda com medo de ser roubada ?

- Ou é melhor pagar os 6,38% de IOF e viajar sem estresse ?

- E não querendo nem gastar os 0,38%, a solução é trazer dinheiro vivo em reais e trocar no seu destino ? Aqui em Paris há boas casas de câmbio que não cobram nenhuma comissão,  o que pode não ser em outros destinos.

- Abrir uma conta no HSBC ou no Banco do Brasil Américas (o antigo Eurobank comprado pelo Banco do Brasil em 2012) para pagar apenas 0,38% utilizando um cartão de crédito.
HSBC clique aqui para saber mais
BB Americas clique aqui para saber mais

Qual seria a melhor alternativa ?

Acho que tudo depende da necessidade de cada viajante. Se vai a trabalho, para fazer turismo ou estudar...
Do tipo de viagem, pois quanto mais luxuosa, mais cara.
Da duração da viagem, porque em viagens longas o orçamento fica também maior.
Dependendo do destino da viagem, pode ser complicado fazer câmbio, ou a moeda do país a visitar vale mais ou menos que o nosso real.

Bom, de qualquer forma eu faria assim:

- Levaria uma parte em dinheiro vivo na moeda do país a visitar para as pequenas despesas:  transporte, lanches, gorjetas,  entradas de museus e monumentos…

- O cartão de débito ou um pré-pago para compras e gastos maiores, como a conta do hotel.

- E em último caso, se houver necessidade, o cartão de crédito para despesas e saques extras.

Lembrando que se levar em espécie "acima" de 10 mil reais ou o equivalente em moeda estrangeira, é obrigatório  fazer a Declaração de Porte de Valores (DPV) na alfândega ou antecipadamente pela internet (clique aqui). Ao fazer essa declaração, a Receita Federal não cobra nenhuma taxa ou imposto. E não há limite para a quantidade de dinheiro. Mas saibam que a Receita Federal exige:

- Comprovante da aquisição da moeda estrangeira em banco autorizado ou instituição credenciada a operar em câmbio no País, em valor igual ou superior ao declarado

- Declaração apresentada à unidade da Receita Federal, quando da entrada no território nacional, em valor igual ou superior àquele em seu poder

- Comprovante do recebimento em espécie ou em cheques de viagem, por ordem de pagamento em moeda estrangeira em seu favor, ou de saque mediante a utilização de cartão de crédito internacional, na hipótese de viajante não residente no Brasil, estrangeiro ou brasileiro.

A falta de apresentação da e-DBV (clique aqui) pode acarretar a retençao ou, até, a perda dos valores que excederem o limite de R$ 10.000,00, assim como a aplicação de sanções penais previstas na legislação brasileira.





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