Sempre tive uma grande paixão pelas viagens, em descobrir lugares novos, pessoas e costumes diferentes…


Ao longo dos últimos vinte anos viajei pelos cinco continentes, totalizando 35 países.


Foi viajando que encontrei a minha vocação. Me tornei guia de turismo no Rio de Janeiro, onde estudei e obtive a credencial nas categorias: regional, nacional e internacional pela Embratur.


Em 2000, me casei e acabei fixando residência em Paris. Aqui fiz vários cursos como História da Arte na Escola do Louvre, História da Arte Renascentista na Escola Superior de Artes Aplicadas Duperré, além de outros cursos livres sobre o patrimônio artístico de Paris: arquitetura, pintura, escultura, jardins, etc.


Sou oficialmente Guia de Turismo em Paris com carteira profissional emitida pelo Ministério do Turismo e da Cultura da França.


Assim com o olhar de uma viajante e de uma profissional da área, tenho oferecido meus serviços de acompanhamento, organização e consultoria para turistas brasileiros em Paris.


Bienvenue à Paris !


Miriam Tanno Girardot


domingo, 14 de julho de 2013

Cinema Louxor em Paris


Foto: Miriam T. Girardot 
Paris possui cerca de 400 sales de cinema. A mais recente é o cinema Louxor, na esquina entre a Boulevard Magenta e Boulevard la Chapelle, no 10° arrondissement. 
Como o nome sugere, a fachada emblemática neo-egípcia dos anos 1920, foi reaberto ao público na última primavera. 
Originalmente inaugurada em 1921, na época do cinema mudo, era chamada Louxor - Palácio do Cinema. Uma década mais tarde, o cinema mudo passou a ser falado, e o cinema foi rebatizado como Louxor-Pathé. O tempo passa, mudando o curso das coisas. Os heróis da westerns substituem os faraós. Nos anos 70, o Louxor apresenta filmes épicos, séries B, filmes árabes e indianos na língua original, mas os clientes começam a escassear. E na década de 80, o Louxor nos "embalos de sábado à noite" passou a funcionar como discoteca. Em seguida, o estabelecimento passa a ser propriedade da loja Tati. 
Em 2003, praticamente abandonada, ela foi classificada como monumento histórico e é comprada pela prefeitura de Paris. O cinema passou por uma reforma que durou três anos e custou 29 milhões de euros. O cinema Louxor possui três salas, uma com capacidade de 342, 140 e 74 lugares respectivamente.

sábado, 13 de julho de 2013

Les Halles - O Ventre de Paris como dizia o escritor Émille Zola


O mercado Palu na Ile de la Cité e o da Place de Grève (em frente ao Hôtel de Ville) já não comportavam mais a demanda dos 300 mil habitantes cidade, e o mercado foi transferido em 1137.
No final do século XIX, dez pavilhões foram construídos, sendo que cada pavilhão era especializado. Por exemplo, o n° 3 para açougue, o n° 9 para peixaria e assim por diante… Projeto do arquiteto Victor Baltazar que ganhou o concurso de arquitetura.
Pela mesma razão que o mercado foi transferido no século 12 e também pelo grande engarrafamento que causava os caminhões para abastecer o mercado Les Halles, ele acabou sendo transferido para à Rungis (ao lado do aeroporto Orly) em 1969. Dois anos mais tarde, toda a estrutura em ferro foi desmontada. 
E em 1979 foi inaugurado o Centro Comercial (shopping center) Le Forum.

Atualmente Châtelet - Les Halles é a maior estação subterrânea de trem RER (linhas A, B e D) e metrô RATP (linha 1, 4, 7, 11 e 14 ) do mundo, onde 800 mil pessoas circulam diariamente. 
O centro comercial Forum possui 235 lojas, com 41 milhões de clientes anualmente.
Um complexo de cinema UGC com 23 salas, a mais freqüentada da Europa. Assim como uma piscina púbica. E um jardim com mais de 40.000 m2.
Desde 2011 toda a área externa de Les Halles encontra-se em obras que devem ser concluídas em 2016. As obras continuam durante à noite evitando assim o esvaziamento dos usuários da estação de trem e metrô e dos clientes do shopping center. 
A foto da maquete da nova estrutura de Les Halles é de um dossel que aqui é chamado de Canopée, projeto de dois arquitetos Patrick Berger e Jacques Anziutti. 
Canopée é uma palavra habitualmente utilizada para designar a parte superior das florestas, onde se encontra o essencial da folhagem das árvores que captam a energia solar e as precipitações. A palavra vem do inglês canopy (dossel), derivada do grego kounoupi (mosquiteiro).
Segundo a dupla de arquitetos, o canopée nos faz sentir seguros estando ao ar livre - e a vocação do canopée é conectar o interior e o exterior des Halles, para estabelecer a continuidade entre a cidade subterrânea e a capital.


Fotos: Miriam T. Girardot

sábado, 6 de julho de 2013

La Tour St-Jacques


Foto: Miriam T. Girardot

A Igreja Saint-Jacques de la Boucherie construída entre 1509-1523, foi destruída em 1793, após a Revolução Francesa. 
Essa igreja possuía um relicário de Saint-Jacques e era um local de peregrinagem, fazia parte do Caminho de Santiago de Compostela. A única coisa que restou foi a torre do sino em estilo gótico flamboyant. 
Em 1811, foi instalada uma pequena estação meteorológica. 
Em 1836, a torre foi adquirida pela Prefeitura de Paris e ela foi restaurada 17 anos mais tarde. A ultima restauração começou em 2006 e foi concluída em junho 2013.  
Localiza-se entre a Place de Châtelet e o Hôtel de Ville.