quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Exposição sobre a Comuna de Paris


Para marcar o 145º aniversário da revolta popular de 1871, uma exposição sobre as grades do Hôtel de Ville, mostrando a história do movimento operário da República e de Paris, através da reprodução de documentos e imagens da época.

Há 145 anos atrás, na primavera de 1871, os bairros populares parisienses se revoltam de uma forma inédita de governo democrático: a Comuna de Paris.

Paris sitiada, Paris resiste
Em setembro de 1870, a Prússia derrota a França de Napoleão III em Sedan. A República é proclamada, mas a metade do Norte da França é invadida e a capital é sitiada. Enquanto Paris conhece a fome e o frio, o povo de Paris resisti, luta e se organiza na Guarda Nacional.

Paris se rebela no dia 18 de março de 1871. 
A Assembléia Nacional eleita em fevereiro, é dominada pelos notáveis hostis à República. Com desconfiança sobre Paris, que votou massivamente pela República Republica, optaram por se instalar em Versalhes. O governo de Adolphe Thiers pretende acabar com a revolta da cidade e sua Guarda Nacional. Em 18 de março, ele quer recuperar as armas instaladas em Montmartre. Ele enfrenta a resistência do povo de Paris. A cidade é coberta com barricadas. À noite, o Comitê Central da Guarda Nacional se instala no Hôtel de Ville. Começa a Comuna!

Um governo do povo, pelo povo, para o povo  
A Comuna sonhava com um governo do povo, pelo povo, para o povo. O ideal de democracia "intervenção permanente dos cidadãos nos assuntos municipais."

As políticas implementadas pelo Município são diversas: habitação para todos, constituir uma "República democrática e social" se preocupando com o respeito pelo trabalhador, pela sua dignidade no trabalho, fornecer um lugar para as mulheres na sociedade,  incluindo notadamente o seu direito ao trabalho, igualdade salarial  igual como os homens, e a promoção da educação das meninas. A Comuna tem como princípio absoluto a liberdade, promover a educação e o laicismo.

A experiência é breve e termina em um banho de sangue. Mas sua memória marcou a longo prazo a luta do movimento operário e da República.

Essa exposição propõe descobrir através de numerosos documentos, imagens e quadros,  essa parte única da história da França e de Paris.

Local: Hôtel de Ville, rue de Rivoli
Metrô: Hôtel de Ville linha 1 e 11
Data: 12 outubro ao 26 novembro 2016



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