quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Horário de verão 2016 no Brasil e na França


No Brasil, na noite de sábado para domingo, do dia 15 para o dia 16 outubro 2016, os relógios devem ser adiantados em uma hora quando for meia-noite, passando à 1h00 da madrugada, entrando no horário de verão. 

O fuso horário que atualmente é de 5 horas entre o Brasil e a França,  no dia 16 outubro 2016, passará a ser de 4 horas.


Na França, na noite de sábado para domingo, do dia 29 para o dia 30 outubro 2016, quando for 3h00 da madrugada, os relógios devem ser atrasados em 1 hora, passando às 2h00 da manhã, acabando o horário de verão.

O fuso horário que do dia 16 outubro passará a ser de 4 horas, no dia 30 outubro 2016, passará a ser de apenas 3 horas até o mês de março 2017.



quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Concerto de musica medieval e renascentista em Paris


Para quem gosta de música medieval e renascentista, o grupo Obsidienne composto por 12 músicos, cantores, atores, dançarinos, farão um concerto "Le jardin des délices" em Paris, no dia 13 de outubro 2016, na Igreja Evangélica Alemã, às 19h00.
Preço:
15 € - tarifa normal
10 € - tarifa estudante
gratuito para menores de 18 anos

Eglise Évangélique Allemande
25, rue Blanche - 9eme arrond.  
Metrô: Liège linha 13

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Bailarinas: sapatilhas de ponta sob medida em Paris

Foto: Miriam ATG
Como a minha filha vai começar a fazer ponta, a professora do conservatório recomendou o Monsieur Dimitri Angelakov (certamente de origem russa) da "Aux Fleurons de la Danse", na rue Rochambeau, n°. 12, de frente ao Square Montholon, que dirige e trabalha sozinho na sua fábrica de sapatilhas de ponta e meia-ponta sob medida.

Foto: Miriam ATG 
A loja parece estar exatamente como foi instalada ali há mais de 40 anos, um pouco bagunçada e empoeirada, com muitas fotos de grandes bailarinas (os) "étoiles" espalhados nas paredes.

Foto: Miriam ATG 
Segundo o proprietário, houve uma época em que se fazia filas para entrar na loja, sendo a marca, a terceira a fornecer sapatilhas à Escola Nacional de Dança, localizada no mesmo bairro. Se hoje não há mais filas é devido a concorrência. Marcas como Repeto, Degas, Bloch, entre outras, que oferecem produtos em campanhas publicitárias, plataformas na internet, em redes sociais, esmagando essa produção independente.

Entre essas marcas citadas, a única que faz sapatilhas de ponta  sob medida é a Repetto (entre 60 € e 63€), as outras são feitas de forma industrial que são bem mais baratas, mas nem sempre adaptadas às bailarinas.

Se ele continua a exercer sua profissão é por causa da sua excelente reputação, por fabricar sapatilhas de ponta adaptados perfeitamente aos pés da bailarina, garantindo não haver necessidade de utilizar o protetor como fazem a maioria, além de fazer ajustamento e reparações.

Mr Angelakov parece ter mais de 70 anos, aprendeu o ofício com o pai, e quando perguntei até quando ele iria trabalhar, ele me respondeu "até morrer". 

Ele tirou as medidas da minha filha. Depois disse para ligar dentro de 10 dias para fazer  a primeira prova. O preço de 70 €  (que pratica há anos) será pago somente na entrega, depois sentou-se e entabulou uma conversa sobre a vida, a importância dos estudos, o respeito pelos pais… 

Como postou uma americana no https://pointeshoebrands.wordpress.com:

Há algo tão lindamente pessoal sobre a relação entre um fabricante de sapatilha de ponta e seu cliente.

O cuidado e amor que vai fazer em cada sapato é evidente no vídeo abaixo.

Cada camada, cada dobra, cada camada de cola e virada do cetim é delicadamente e pacientemente cuidada com o toque delicado de um artista.

Estes artesãos preciosos estão escondidos em lugares obscuros, mas significa muito para as tradições de ballet.


Aux Fleurons de la Danse não possui website, apenas uma página no facebook.




Mr Angelakov atende até aos domingos de manhã, mas é preciso ligar para marcar hora.


Metrô: Cadet ou Poissonière linha 7 



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Dia 25 de setembro 2016, um domingo sem carros em Paris

Zona verde bandeira: zona dos pedestres
Zona verde pistache: zona fortemente desaconselhada,  velocidade permitida 20km/h

No dia 25 de setembro, 2016, das 11h00 às 18h00, não haverá circulação de automóveis em Paris, será o "La Journée sans voiture - Dia Sem Carros ", para a conscientização de todos na luta contra a poluição atmosférica causada pelo tráfego rodoviário, como aconteceu no ano passado.

A circulação de veículos movidos à motor serão proibidos nos arrondissements do 1°, 2°, 3°, 4°, 5°, 6°, 7°, 8° e 9°.

Aproveitando que neste final de semana acontece também a Festa dos Jardins. Assim como duas caminhadas verdes pela capital. Uma de 11km a parir das 9h00 com saída no Parc de Bercy, em frente à Cinémathèque Française e chegada no jardim d'Éole, no 17eme arrondissement. Na parte da tarde, a partir das 14h00, uma outra caminhada saindo do jardim d'Éole até o Parc des Buttes Chaumont, no 19eme arrond.

Aplicativo da Gap na França


Para quem gosta da marca americana Gap e está em Paris, uma boa dica é baixar o aplicativo de fidelidade da marca no seu smarphone, assim receberá informações de todas as promoções vigentes, poderá encontrar a loja Gap mais próxima, além de poder conferir o look dos artistas, músicos, designers ou dos ícones da moda…   .

É gratuito e oferece uma redução de 5% válida durante todo o ano, geralmente acumulável com outras promoções que acontecem durante o ano todo, além das grandes liquidações que acontecem no inverno e verão.

Nos últimos dois anos, tenho comprado mais durante essas promoções relâmpagos do que nos períodos de liquidações, pois os artigos que tenho encontrado são mais interessantes e os preços tão bons quanto nas liquidações.

Ontem havia uma promoção de -40% para todas as peças femininas, uma calça jeans que custava 59,95 €, com o desconto de -40% e -5%, custou 34,17 €.


Comprei esse t-shirt para a minha filha, o preço inicial era 19,95 €, em promoção havia sido remarcada para 4,99 € e depois 3,49 €, com o desconto suplementar de 5%, paguei 3,32 €.


Hoje começa uma nova promoção, dia 22 de setembro até 16 de outubro 2016, oferece descontos até 50% em uma seleção de artigos. 

E durante 2 dias (22 a 24 de setembro), mais 10% de desconto na compra de 3 ou mais artigos.


Desde a crise de 2008, as lojas tem feito promoções constantemente fora das grandes liquidações de inverno e verão para aquecer o comércio. 
Nesse período que é a troca de estação, estamos entrando no outono, muitas lojas estão em promoção. Confiram !  

Link do aplicativo da Gap:
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.gap.app.gapplus.france&hl=pt-br




quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Julien Malland, um artista francês


Julien Malland é um artista de rua, ilustrador, fotógrafo, designer gráfico, diretor da editora "L'oeil d'Hours", mais  conhecido como Seth (uma divindade egípcia).

Nasceu em Paris (1972) e cresceu no subúrbio à sudoeste da capital. Adolescente, interessou-se pelo grafite e seguia seus amigos para fotografar seus afrescos. Mas foi aos 25 anos, em meados dos anos 90, que ele começou a fazer intervenções artísticas nas paredes da capital. 

Seth estudou no ENSAD - Escola Nacional de Artes Decorativas, trabalhando paralelamente com publicidade. 

Possuindo uma alma de explorador, ele passou a viajar e descobrir novas formas de expressão artística que vai inspirá-lo a criar uma identidade visual. 

Ele visitou o Rio, São Paulo, Santiago, Valparaíso, Sydney, Hong Kong, Tóquio. Somente no Brasil, viveu 10 meses, entre 2008 e 2009.

Nessas viagens registradas como documentário, onde propõe descobrir um país através das artes de rua, uma maneira original de ir ao encontro das artes urbanas que refletem a cultura popular do mundo. 



sexta-feira, 16 de setembro de 2016

The Bunyandi, um restaurante de nudismo em Paris

Fotos do site oficial: http://www.thebunyadi.com
Em maio passado, o restaurante The Bunyadi foi inaugurado em Londres, sendo o primeiro restaurante de nudismo na capital britânica.

Mas como o projeto é de ser um restaurante efêmero, The Bunyadi fechou suas portas no final de julho,  apesar da lista de espera ter atingido 46 mil pessoas.

Com pretensão de abrir em Paris, o endereço ainda é incerto. 
A data prevista era para setembro, mas até agora nada foi anunciado, apesar de já possuírem a autorização necessária para a abertura do restaurante.

Em Paris, a diferença é que além do salão com uma luz suave para aqueles que desejarem jantar como Adão e Eva, haverá um outro salão para aqueles que desejarem permanecer vestidos.

Os preços dos pratos clássicos ou veganos eram em torno de 38,99 £ e 58,99 £ (46 a 70 euros).

Lembrando que o restaurante em Paris também será  de curta duração.

Para quem quiser dar uma olhada no site:
http://www.thebunyadi.com

Museu de Arte Urbana em Paris

Mr. Chat - foto: Miriam ATG
A partir de 1° de outubro, desenhos de ruas e outros grafitis serão expostos permanentemente nos muros da École 42,  estabelecimento de Estudos de Informática, na ocasião da "Nuit Blanche 2016". 

Em sua busca de respeitabilidade, a Street Art que já foi considerada uma prática taxada de vandalismo, hoje ela não tem mais essa má reputação do início, ao contrário,  atualmente é considerada nitidamente mais chique, tanto que em poucas semanas, terá  o seu primeiro museu de Arte Urbana em Paris.

O colecionador e especialista de Street Art, Laugero Nicolas Lasserre, ex-diretor do Espace Pierre Cardin,  é quem deu origem ao projeto de criação de um museu de arte urbana na Escola 42. 

Num espaço de 4.000m2, onde 50 artistas de rua apresentarão suas obras. 

Artistas de prestígio como JR, Invader, Shepard Fairey, Philippe Baudelocque, Romain Froquet ou Monkey Bird.

Os amantes da Arte de Rua, mas também aqueles interessados em aprender mais poderão visitar o museu nas terças-feiras das 19h às 21h e aos sábados das 11h às 15h. 

"Art 42"
 96, Boulevard Bessières, no 17eme arrond.
Metrô: Porte de Clichy linha 13 (direção Les Court
RER C (direção Pontoise)

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Dalai Lama em Paris

Foto: Miriam ATG
O Dalai Lama, que vive exilado no Norte da Índia, está visitando a França de 12 ao 18 setembro 2016. 
Ele vai dar uma série de palestras em Paris e Strasbourg, mas não será recebido nem por François Hollande ou qualquer pessoa do governo francês. 
Em entrevista ao Le Monde, ele garante não se incomodar com isso.

"Onde quer que eu vá, eu não quero criar desconforto para os líderes locais. Então não há problemas. Na verdade, o propósito da minha visita não é para me encontrar com líderes políticos, nada tenho dizer à eles. Prefiro falar sobre a felicidade ao público, às pessoas. "

Dalai Lama falando sobre os atentados na França
O líder espiritual tibetano disse que está muito triste com a onda de ataques que se abateu sobre a França. É muito difícil de resolver esse problema no imediatismo. Algumas pessoas vão para ações extremas. Precisamos pensar: O que há de errado? Se não identificar as causas reais do problema, é difícil encontrar soluções adequadas. 
" Não importa o tamanho que tenha sido a sua perda, isso não deve fazer esquecer os seus princípios." 
Eu acredito na educação. Devemos incutir um senso de unidade da humanidade. A realidade é que o futuro de cada continente dependente dos outros. "Minha nação, minha nação! ", esse é um conceito errado. O sentimento nacionalista é excedido. Isto foi demonstrado pela União Européia. Finalmente, para os britânicos, é um pouco diferente [risos]. Eu admiro a unidade da Europa, em particular o que fizeram o presidente francês Charles De Gaulle e o chanceler alemão Adenauer. 
As respostas fornecidas pela sociedade são boas?
Não se deve falar de "terrorista muçulmano" ou "Budismo terrorista". Na verdade, quando uma pessoa está envolvida em atividades terroristas, ela não é nem muçulmano e nem budista. Os muçulmanos indianos e indonésios são pacíficos. Na Índia, os sunitas, xiitas e os sufis não têm problemas. É preciso um esforço de longo prazo para promover a unidade da humanidade, isso é o principal. Então, devemos viver em harmonia. A Índia é um exemplo. Ao longo de milhares de anos, várias tradições foram desenvolvidas lá. Zoroastristas, os hindus, os cristãos não têm medo. Eles têm vivido em harmonia há milhares de anos, por que isso não acontece em outros países? A religião é um assunto pessoal. Eu acredito no secularismo. A separação entre religião e Estado foi uma grande contribuição. Não é útil que os franceses gastem tanto dinheiro com policiais e militares. "Não importa o tamanho que tenha sido a sua perda, isso não deve fazer esquecer os seus princípios." 
Você não vai ser recebido pelos políticos, que temem irritar a China. Você não lamenta essa falta de coragem política?
Não. Eu não gosto de formalidades. Onde quer que eu vá, eu sempre digo que eu sou apenas ser humano como qualquer outro. Quando eu encontro com o presidente dos Estados Unidos, o que me interessa é o seu lado humano, a pessoa. Isso eu aprecio. Se houver muita ênfase no lado oficial, eu não aprecio e não vejo a hora que termine. Considerando que alguém me mostre a sua verdadeira natureza, eu terei vontade de conversar. 
"Na verdade, o propósito da minha visita não é para me encontrar com líderes políticos, nada tenho dizer à eles. Prefiro falar sobre a felicidade ao público, das famílias felizes, de comunidades felizes e de um mundo feliz. "

Como você avalia a China de hoje?
Eu sinto que o período mais negro pertence ao passado. Hoje há uma possibilidade de um futuro melhor. Um país de mais de um bilhão de pessoas, crivada de corrupção e discrepâncias de riqueza, sem Estado de direito, é muito triste. Recentemente, um chinês me disse que aqui sabemos o que é a liberdade, enquanto que em Pequim há muito medo. À longo prazo, é muito prejudicial para a imagem do Partido Comunista Chinês [PCC] e à ideologia marxista e socialista. 

Qual é o interesse da China em aceitar um compromisso com o Tibete?
Para ser pragmático, não estamos buscando a independência. Pedimos todos os direitos inscritos na Constituição chinesa, que deveriam ser  aplicados imediatamente. Precisamos da simpatia dos chineses, de seus budistas, seus intelectuais, como é o caso de Xiaobo Liu (Prêmio Nobel da Paz em 2009, condenado a onze anos de prisão). O apoio do povo é mais importante do que o do governo, que muda de tempos em tempos. Basicamente, eu sou otimista. Recentemente, expliquei à ex-prisioneiros tibetanos, logo que eles tenham a oportunidade de conhecer os chineses, devem dizer-lhes com orgulho que se nós estamos separados historicamente, não devemos contudo considerar que um lado ganha contra o outro. Não. Eles são nossos vizinhos, nós temos uma relação de proximidade. Devemos pensar nos chineses.

O povo tibetano teme o que acontecerá quando você não estiver mais entre eles. Pequim poderá tentar nomear o próximo Dalai Lama. Os tibetanos não ficariam mais tranqüilos se você evocasse agora a sua reencarnação?
Em um ano ou dois, haverá uma reunião de líderes religiosos da comunidade tibetana. Todos os funcionários das diferentes tradições do budismo tibetano estarão presentes. De vez em quando nos reunimos para tratar de assuntos espirituais e os problemas tibetanos. Numa dessas reuniões decidimos que discutiremos sobre a minha reencarnação quando eu chegar aos 90 anos.
Desde 1969 que eu venho dizendo que cabe ao povo tibetano decidir se a instituição do Dalai Lama deve continuar ou não. Em termos de política, desde 2011 quando me aposentei (o Dalai Lama deixou seu cargo de chefe do governo tibetano no exílio), eu decidi que no futuro, o Dalai Lama não teria nenhuma responsabilidade política. Estamos totalmente engajados com um sistema democrático.
Alguns acham que o Dalai Lama é fundamental no budismo tibetano. Esse não é o caso. O budismo tem mais de mil anos no Tibete, o Dalai Lama apenas quinhentos. Não existe nenhuma instituição de Buda, quais são as lições que carregam o espírito das antigas figuras budistas. Buda morreu e 2.600 anos se passaram, e seus ensinamentos ainda estão vivos. Assim, a instituição não é importante.
No entanto, emocionalmente, os tibetanos têm uma ligação com a instituição do Dalai Lama, porque é um momento difícil. Esta instituição ajuda à manter a esperança.

Então você dará uma resposta sobre a sua reencarnação daqui a um ano ou dois?
Sim. Há também os mongóis que compartilham suas preocupações (os mongóis como os manchus haviam adotado o budismo tibetano), assim como toda a comunidade budista da cadeia do Himalaia. Mas como eu disse, desde 1969 são as pessoas que decidem a lei. Eu não tenho nada mais a ver com isso. Eu tenho que servir até a minha morte, não apenas aos tibetanos, mas toda a humanidade. Sou um ser humano entre sete bilhões. Cada um de nós tem a responsabilidade de pensar na humanidade, que ela esteja mais em paz, na compaixão.

Você se lembra da sensação de que você viveu quando teve de fugir do Tibete? 
Em 1959, quando fugi de Norbulingka (a residência de verão dos Dalai Lama em Lhasa), para ser honesto, a minha primeira preocupação foi a minha própria sobrevivência. A noite de 17 de março de 1959, quando eu parti não saberia se veria o dia seguinte. De um lado do rio, havia um acampamento militar chinês. Do outro lado, eu podia ver os soldados com tochas a uns 800 metros de nós. Permanecemos no escuro, mas de repente os cavalos passaram. Iríamos sobreviver ou não ? Foi somente quando eu soube que o governo indiano estava pronto para me aceitar e que estávamos sendo esperados na fronteira, que eu finalmente me senti completamente em segurança.

O mesmo medo habita os refugiados de países como a Síria que fogem para a Europa. Que mensagem você daria à eles?
Nós, tibetanos, deixamos nosso próprio país, mas cada um de nós deseja voltar à nossa terra. E é isso que eu quero compartilhar com os refugiados da Síria, Iraque e numerosos países: temos de manter isso em nossas mentes. Por enquanto, devido às circunstâncias difíceis, do perigo pelas suas próprias vidas, eles devem fugir. Mas eles não devem deixar seu país definitivamente, pensando que não vão retornar. Seria um erro. Devemos manter esta determinação de um dia retornar ao nosso país para reconstruí-lo.

O ritmo e a forma que a comunicação política toma, como por exemplo, na campanha presidencial dos EUA, isso te irrita ? 
Não podemos responsabilizar os políticos individualmente. Eles vêm de uma sociedade onde não se fala muito sobre os princípios morais. Fala-se unicamente sobre dinheiro e poder. Mais uma vez, é tudo uma questão de educação: deve-se incluir a ética moral. Não mencionar Deus ou o paraíso, mas apenas como criar um mundo mais feliz. Se a religião se revela útil nesse sentido, então muito bem, mas se ela não ajuda, então não. Para mudar os políticos, é preciso primeiro que uma geração seja educada com princípios morais. A sociedade poderá se afastar dessa cultura materialista. Com valores de princípios morais, os políticos serão melhores. Caso contrário, os interesses e a política interna dos partidos prevalecerão sobre o interesse nacional.

Fonte: Le Monde


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