quarta-feira, 16 de abril de 2014

Museu Rodin

Foto: Miriam ATG 
Auguste Rodin (12/11/1840 - 24/11/1917) é considerado um dos escultores mais notáveis ​​de seu tempo. 
Além das suas obras, o que mais me atrai ao visitar o Museu Rodin, é o local onde foi instalado, um antigo palacete, o Hôtel Biron, com o seu magnífico jardim. E que possui uma cafeteria, um ótimo lugar para fazer uma pausa.
O Hôtel (palacete) Biron construído entre 1727 e 1737, na época, localizado ao longo da região de Paris, era ao mesmo tempo uma casa na cidade e uma casa no campo.

O Pensador - foto: Miriam ATG 
O proprietário Abraham Peyrenc Moras faleceu um ano depois do término da construção.  A viúva decide de alugar o palacete para a Duquesa de Maine. E mais tarde vendeu a propriedade à Louis-Anotine de Gontaut-Biron, futuro marechal de Biron, que faz reformas e transforma os jardins em um dos mais bonitos e mais renomados de Paris. Embora respeitando as normas do jardim clássico à  francesa e as plantações feitas pelo primeiro proprietário, Biron faz inovações, dobrando o tamanho da superfície do parque, introduziu uma fonte circular e um pequeno jardim à inglesa.
Foto: Miriam ATG 
A partir de 1788, a propriedade passou nas mãos de inúmeros proprietários e inquilinos.  Em 1820, a propriedade foi comprada pela madre superior Madeleine-Louise Sophie de Barat, fundadora da Sociedade do Sagrado Coração de Jesus, que transformou o local em uma escola para moças de boa família. Nesse período, a propriedade passa por inúmeras transformações, desaparecendo uma boa parte da decoração original que foram vendidas para financiar as reformas e melhor adaptar o local à sua função atual. Até que em 1904, a Sociedade do Sagrado Coração de Jesus foi dissolvida e obrigada a abandonar seus bens imobiliários por causa da nova lei que separa o Estado e a Igreja.
Em 1905, na espera de ser vendido, o palacete Biron passa a acomodar inquilinos, entre eles, numerosos artistas, como o escritor Jean-Cocteau, o pintor Henri Matisse, a dançarina Isadora Duncan, a escultora Clara Westhoff, que é a esposa do poeta Rainer Maria Rilke, que por sua vez, era secretario do escultor Auguste Rodin, e que o fez descobrir essa propriedade.
Em 1908, Rodin aluga quatro salas no piso térreo para instalar o seu ateliê. E a partir de 1911, a propriedade foi adquirida pelo Estado que pretendia transformar o local na sede do Ministério da Educação, e os inquilinos desocupam o local, menos Rodin, que passa a ocupar toda a propriedade. 
A Porta do Inferno 
"Eu doarei ao Estado todo o meu trabalho de gesso, mármore, bronze, pedra e os meus desenhos, assim como a coleção de antigüidades que tive a alegria de adquirir, para a aprendizagem e educação de artistas e  trabalhadores. E eu peço ao Estado de manter o Hôtel Biron que será o Museu Rodin de todas essas coleções, em troca do direito de viver aqui toda a minha vida . " - correspondência de Rodin à Paul Escudier.
O Beijo 
Em 1916, foi aprovada uma lei na Assembléia Nacional, aceitando as três doações do escultor e confirmando que o Hôtel Biron e seus jardins serão transformados no Museu Rodin, onde serão expostas as obras de Rodin doadas ao Estado francês. O museu foi inaugurado oficialmente em 1919.

Em 1926, foi classificada como monumento histórico. O palacete e o jardim a partir dessa data, passaram inúmeras restaurações, renovação e remodelação para afirmar a sua vocação de museu.
Balzac - foto: Miriam ATG 
O Museu Rodin passou por uma grande reforma entre 2012 e 2015,  apresentando agora um novo percurso nas 18 salas, às vezes em ordem cronológica e outras em ordem temática.
Le Penseur de Edward Munch - foto: Miriam ATG 
Père Tanguy de Van Gogh - foto: Miriam ATG

Possui uma sala dedicada às artes gráficas e fotos, assim como uma sala com uma coleção de cerca de 50 pinturas.
As três sombras - foto: Miriam ATG
Endereço: 79, rue de Varenne

Metrô: linha 13 - estação Varenne e linha 13 e 8 estação Invalides

Funciona de 3a.feira a domingo, das 10h00 às 17h45

Fechado no dia 1° de janeiro, 1° de maio e 25 de dezembro

Ingresso:
Tarifa normal - 10 €

Tarifa reduzida:
18 a 25 anos que não fazem parte da Comunidade Européia - 7 €
18 a 25 anos residentes da Comunidade Européia - gratuito e 4€ para as exposições temporárias

Tarifa para visitar somente o jardim:
Tarifa normal - 4 €
Jovens que não fazem parte da Comunidade Européia - 2 €



Um comentário:

A senhora disse...

Eu adorei conhecer esse Museu, o Jardim é lindo!

Exposição NAPOLEÃO - 200 anos da morte de Napoleão

Foto: Miriam Girardot Por mais admirado e polêmico, Napoleão Bonaparte é uma figura complexa cuja vida oscila entre heroísmo e tragédia, vit...