Sempre tive uma grande paixão pelas viagens, em descobrir lugares novos, pessoas e costumes diferentes…


Ao longo dos últimos vinte anos viajei pelos cinco continentes, totalizando 36 países.


Foi viajando que encontrei a minha vocação. Me tornei guia de turismo no Rio de Janeiro, onde estudei e obtive a credencial nas categorias: regional, nacional e internacional pela Embratur.


Em 2000, me casei e acabei fixando residência em Paris. Aqui fiz vários cursos como História da Arte na Escola do Louvre, História da Arte Renascentista na Escola Superior de Artes Aplicadas Duperré, além de outros cursos livres sobre o patrimônio artístico de Paris: arquitetura, pintura, escultura, jardins, etc.


Sou oficialmente Guia de Turismo em Paris com carteira profissional emitida pelo Ministério do Turismo e da Cultura da França.


Assim com o olhar de uma viajante e de uma profissional da área, tenho oferecido meus serviços de acompanhamento, organização e consultoria para turistas brasileiros em Paris.


Bienvenue à Paris !


Miriam Tanno Girardot


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Os funerais das celebridades em Paris


Desde a 4a.feira de manhã, quando foi anunciada o falecimento do cantor francês Johnny Hallyday, ele é o assunto preferido dos canais de televisão. 
Neste sábado, dia 09 de dezembro, o cantor não teve uma homenagem nacional, nem obséquio nacional, nem decreto de luto nacional, apenas uma homenagem popular: passagem pela Champs Elysées acompanhado de cerca de 700 motoqueiros, além da multidão esperada de 500 mil pessoas, missa na Igreja de La Madeleine, uma mensagem na Torre Eiffel durante todo o final de semana.
Estimado em mais de 1 milhão de fãs se concentraram na avenida Champs Elysées, Place de la Concorde, Rue Royale e Place de la Madeleine.
Muitas pessoas vindas de várias regiões da França e mesmo de países vizinhos. Alguns chegaram na véspera da cerimônia e passaram a noite na rua, mesmo com a temperatura -2°C.

Foto do tv5monde.fr 
Edith Piaf que foi uma grande cantora francesa que morreu em 1963, que a igreja católica se recusou a realizar uma cerimônia religiosa por considerá-la uma mulher que quebrou todas as regras dos bons costumes morais da época.   
O cortejo que saiu da casa dela até o Cemitério Père Lachaise, foi acompanhada por mais de 500 mil pessoas.


O nosso imperador D. Pedro II, que viveu os dois últimos anos exilado em Paris, recebeu um funeral com as pompas de um chefe de Estado em pleno poder, mesmo não sendo mais um monarca.
A cerimônia funeral foi realizada na Igreja de La Madeleine, em 09 de dezembro de 1891, com a presença de François II, antigo rei das Duas Sicílias, Isabelle II, antiga rainha da Espanha, o Conde de Paris Philippe d'Orléans, além de outros membros das famílias reais européias, um general representando o presidente francês,  senadores e deputados, diplomatas, representantes dos governos dos Estados Unidos e da Europa, assim como de países mais distantes como o Império Otomano, a China, o Japão e a Pérsia…
Depois da cerimônia religiosa na Igreja de LaMadeleine, seu caixão foi transportado até a Gare d'Orléans (atual Gare d'Austerlitz), para ser translado até Lisboa, onde foi colocado na Igreja de São Vicente de Fora, no mausoléu da Dinastia Bragança. Haviam mais de 300 mil pessoas no cortejo. 

Fotodo site L'Express.fr
Mas nenhum outro francês recebeu todas as honras do Estado e do povo francês como o escritor, dramaturgo, ensaísta, deputado, ativista político engajado pelos direitos humanos, Victor Hugo, em 1885. 

Viveu no exílio por não concordar com a política de Napoleão III, foi contra a pena de morte e retornou à França somente depois que a liberdade foi instaurada no país. 
O seu caixão foi velado embaixo do Arco do Triunfo durante 36 horas. O cortejo até o Panteão (onde se os grandes homens franceses repousam) foi seguido por mais de 2 milhões de pessoas e 2 mil delegações, o trajeto durou 18 horas !



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