Sempre tive uma grande paixão pelas viagens, em descobrir lugares novos, pessoas e costumes diferentes…


Ao longo dos últimos vinte anos viajei pelos cinco continentes, totalizando 35 países.


Foi viajando que encontrei a minha vocação. Me tornei guia de turismo no Rio de Janeiro, onde estudei e obtive a credencial nas categorias: regional, nacional e internacional pela Embratur.


Em 2000, me casei e acabei fixando residência em Paris. Aqui fiz vários cursos como História da Arte na Escola do Louvre, História da Arte Renascentista na Escola Superior de Artes Aplicadas Duperré, além de outros cursos livres sobre o patrimônio artístico de Paris: arquitetura, pintura, escultura, jardins, etc.


Sou oficialmente Guia de Turismo em Paris com carteira profissional emitida pelo Ministério do Turismo e da Cultura da França.


Assim com o olhar de uma viajante e de uma profissional da área, tenho oferecido meus serviços de acompanhamento, organização e consultoria para turistas brasileiros em Paris.


Bienvenue à Paris !


Miriam Tanno Girardot


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Paris 2050, podemos imaginá-la ?


Outro dia me deparei com um livro "Paris 2050" do arquiteto Vincent Callebaut e achei interessante a forma futurista como ele vê a capital francesa daqui a 34 anos.
Sua arquitetura é sustentável, totalmente futurista e que dialoga com o meio-ambiente, projetos que visam fundir a biologia com a alta tecnologia da informação atendendo às pressões ambientais, as chamadas Ecópolis*. 
Vincent Callebaut projetou durante quatro meses esses protótipos de arranha-céus incríveis… 
"Paris Smart City 2050" parece certamente utópica, mas o projeto responde simplesmente ao pedido da Agência de Ecologia Urbana de Paris, apresentando protótipos de torres à energia positiva levando em conta as dificuldades futuras de Paris.
Imaginadas a partir de tecnologias existentes ou que ainda estão sendo estudadas em laboratórios, esses projetos restam contudo uma perspectiva.

Honeycomb Towers - Porte des Lilas 

A fim de aumentar a oferta de habitação em Paris, o "Honeycomb Towers" propõe dobrar da altura des HBM (habitação à bom marché) por uma arquitetura parasita que enxertas casas individuais uma à outra. 
Tal como o ninho de abelhas em com alcovas hexagonais, esse transplante urbano oferecerá aos novos moradores, as hortas e pomares suspensos, repatriar à cidade os benefícios de uma moradia rural. 
Estruturalmente, este colméia é suportada por uma estrutura metálica que desce as cargas verticalmente através de condutores de chaminés existentes que atravessam os edifícios.

Anti-smog Towers - Petite Ceinture 

Na linha férrea abandonada da pequena linha circular de Paris, uma antiga linha ferroviária de via dupla com 32 quilômetros de extensão, que fazia a volta em torno da cidade pela borda periférica, projeta-se os "Torres Anti-fumaça" que vêm renaturalizar o antigo traçado ferroviário transformando-a num pulmão verde com a integração de hortas comunitárias cultivadas pelos moradores. 
As pistas cicláveis e as hortas urbanas envolveriam verticalmente as torres ciclônicas, descontaminando o solo por fitorremediação e filtragem de fumaça atmosférica, graças à sua estrutura fotocatalítica em dióxido de titânio.

Bridge Towers - Pont Aval - 12eme. arrond. 

Com o objetivo de densificar a cidade com ecossistemas verticais habitados, o projeto "Bridge Towers" propõe a construção de duas pontes paisagísticas nas portas fluviais de Paris. 
Estas duas pontes com silhuetas de medusa emergindo das águas, ligará o 15eme.  e 16eme. arrond. (distritos) no oeste e nos 12eme. e 13eme. arrond. (distritos) à leste.
Duas torres gêmeas que se unem e re-personalizam extraordinariamente as duas pontes existentes do anel viário para revalorizar as duas vitrines de entrada da cidade pela via fluvial. Perfuradas por caténoïdes, as torres serão alimentadas pela energia elétrica graça às turbinas multi-blades, suplementadas por turbinas que utilizarão energia cinética do rio Sena.

Mangrove Towers - Gare du Nord 
Como o seu nome sugere, os "Mangrove Towers" serão inspirados pelos manguezais marítimos com suas pneumatophores e suas raízes de palafitas. 
Eles serão implantados diretamente nas margens da Gare du  Nord e serão ramificadas entre elas como um ecossistema resiliente às mudanças climáticas.
Estas torres acolherão um programa misto de escritórios, hotéis e habitações dedicados à uma clientela internacional e nômade. 
Uma verdadeira floresta de torres vegetais, esse manguezal urbano será à energia positiva, isto é, ela produzirá mais energia do que irá consumir (que esta energia seja elétrica, calorífico ou alimentar).
Farmscrapers Towers - Porte d'Aubervilliers 
O conceito de "Farmscrapers Towers" pretende repatriar a zona rural ao coração da cidade e reintegrar os métodos de produção de alimentos dentro dos locais de consumo. 
Bairros de cidades que são empilhados nas ilhotas mistas, os Farmscrapers densificarão o espaço urbano, maximizando a qualidade de vida de seus habitantes pela redução dos meios de transportes, a instalação de uma rede de automação residencial, a re-naturalização dos espaços e privados, e integração das energias renovável, como a biomassa, a metanização, a energia solar fotovoltaica, térmica e eólica.
Bamboo Nest Towers - Ensemble Masséna
O projeto "Bamboo NestTowers"  Ninho" visa naturalizar as treze torres do conjunto de Masséna construído no antigo terreno da fábrica Panhard & Levassor, ao longo da pequena linha circular de Paris. 
Em 2050, esse bairro também chamado de Villa d'Este, apresentará a maior concentração de torres mais altas de Paris, será um emblema da repatriação da agricultura urbana verticais no coração da capital.
Assim, torres de Puccini, Palermo, Rimini, Verdi, etc. ... serão envolvidos por um exoesqueleto de bambu trançado.

Vincent Callebaut nasceu na Bélgica (em 1977), graduou-se em arquitetura aos 23 anos pelo Instituto Victor Horta em Bruxelas, levando o Grande Prêmio de Arquitetura René Serrure pelo seu projeto parisiense "Metamuseum of Arts and Civilisations Quai Branly.
Graças à bolsa "Leonardo da Vinci" atribuída pela Comunidade Européia, decidiu viver em Paris para estender seu pensamento crítico e sua inventividade espacial durante dois anos de estágio em agências que o fascinam - Odile Decq Benoit Cornette Architectes Urbanistes e Massimiliano Fuksas.
Possui o seu próprio escritório de arquitetura em Paris, no n° 2 da Rue de la Roquette - Passage du Cheval Blanc, no bairro da Bastille, 11eme. arrond.

Nos últimos anos tem acumulado muitos prêmios internacionais pelos seus projetos.


Recentemente apresentou um projeto de uma cidade submarina na orla do Rio de Janeiro feita de lixo do oceano. Leiam o artigo da BBC

*Ecópolis serão cidades ou bairros de pelo menos 50.000 habitantes integrando uma elevada qualidade ambiental e as mais recentes tecnologias de comunicação. Eles servirão principalmente para fazer progredir maciçamente o planejamento global, serviços que terão como meta o crescimento sustentável, assim como a infra-estrutura de banda larga, de transportes tecnologicamente de ponta e edifícios "sustentáveis". Esses "espaços urbanos sustentáveis" deverão integrar emprego, habitação, qualidade de vida e diversidade social e implementação de recursos de energias renováveis: turbinas eólicas, painéis solares. Assim, eles desempenharão o papel de laboratórios na redução do consumo de água, da triagem do lixo,  o desenvolvimento da biodiversidade, da redução do consumo de ar condicionado, desenvolvimento de planos de água, a criação de espaços verdes (o equivalente a 20% da área da cidade), o amplo acesso gratuito às novas tecnologias de informação. Por fim,  deverão encorajar a diversidade social.

https://fortdissy.info/quest-ce-quune-ecopolis


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