Sempre tive uma grande paixão pelas viagens, em descobrir lugares novos, pessoas e costumes diferentes…


Ao longo dos últimos vinte anos viajei pelos cinco continentes, totalizando 35 países.


Foi viajando que encontrei a minha vocação. Me tornei guia de turismo no Rio de Janeiro, onde estudei e obtive a credencial nas categorias: regional, nacional e internacional pela Embratur.


Em 2000, me casei e acabei fixando residência em Paris. Aqui fiz vários cursos como História da Arte na Escola do Louvre, História da Arte Renascentista na Escola Superior de Artes Aplicadas Duperré, além de outros cursos livres sobre o patrimônio artístico de Paris: arquitetura, pintura, escultura, jardins, etc.


Sou oficialmente Guia de Turismo em Paris com carteira profissional emitida pelo Ministério do Turismo e da Cultura da França.


Assim com o olhar de uma viajante e de uma profissional da área, tenho oferecido meus serviços de acompanhamento, organização e consultoria para turistas brasileiros em Paris.


Bienvenue à Paris !


Miriam Tanno Girardot


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A Loja do gato preto em Paris

Foto: Miriam T. Girardot 
Uma loja portuguesa que faz sucesso em Paris é "A loja do gato preto" no Centre Commercial Les Quatre Temps !
A empresa se dedica à comercialização de artigos de decoração com o lema "casas livres, donos felizes". Os fundadores procuravam uma designação única, original e apelativa para a marca. Quando a gata da 
casa deu à luz à uma ninhada, mas apenas um gato era todo preto, dai surgiu o nome.  
As lojas comercializam várias coleções com estes animais, destacando-os    especialmente  nos serviços de mesa, cama e banho.
Mas também comercializa outros motivos nas peças de mobiliário, iluminação e decoração em geral.  Sendo que algumas coleções são séries limitadas. 

domingo, 22 de setembro de 2013

O café dos gatos em Paris !

Foot: Miriam T. Girardot
O 1° café de gatos foi inaugurado em setembro de 2013.

O sucesso de centenas de Neko (gato) cafés no Japão, onde os clientes pagam para interagir com os gatos enquanto saboreiam um café, inspirou Margaux Gandelon, a abrir "Le Café des Chats" com o acordo e suporte da SPA - Sociedade de Proteção dos Animais. 

Foi necessário investir 40 mil euros, dos quais 35.754 euros foram arrecadados através do Crowfunding (um site de participação coletiva). 

Os gatos são provenientes de associações que recolhem animais abandonados. São todos vacinados, sempre aos cuidados da equipe do café,  assim como, por veterinários. 

O lugar é calmo, mas lúdico, ao mesmo tempo em que as pessoas sozinhas podem se repousar, ler tomando um chá, para as crianças é um local cheio de descobertas, mas sempre respeitando os gatos. 

Eles não podem ser manipulados ou perturbados enquanto estiverem dormindo, terão muito espaço aéreo, fora do alcance dos seres humanos para satisfazer as suas necessidades de independência e de calma. 
Com tantos gatos que habitam o local, não vai demorar muito para que um gato vá até você. 
E que fique bem claro, o gato sim, terá todo o direito de pular em você, ronronar no seu colo, miar...

É estritamente - realmente estritamente - proibido de dar qualquer comida para gatos: a boa comida do seu prato não é adequado para um gato e mesmo se você desejar dar-lhe um "pequeno pedaço", apenas imagine que outras 50 pessoas façam a mesma coisa todos os dias, o que pode levar os felinos a sofrerem de obesidade, diabete, etc. 

Os gatos têm ração de boa qualidade disponível, com fonte de água doce, se beneficiando de um regime adaptado !  

Eles possuem seu próprio espaço no Café, sendo que a cozinha é um local proibido aos felinos, tudo dentro das normas de higiene sanitária. 

O Café dos Gatos serve café da manhã, brunch, almoço e lanches. 

Tudo é preparado de maneira artesanal, com um máximo de produtos orgânicos e frescos.

Haverá sopas no inverno, saladas e sorvetes no verão, assim como sucos frescos, smoothies… 

E sempre com uma grande variedade de chás. 


Os clientes pagam somente o que consumirem !

Nos finais de semana é servido três tipos de Brunch, a 18 €, 25 € e 32 €.

Funciona de 3a.feira a domingo.

Abre a partir do meio-dia até às 22:30.

De 6a.feira e sábado fecha as 23h00.

Le Café des Chats 

9, rue Sedaine, no bairro da Bastille.
Funciona sem sistema de reserva.

Para ver o mapa

Village St-Paul, um lugar pouco conhecido pelos turistas


Fotos: Miriam ATG 
Entre a rue St-Paul e a rue des Jardins St-Paul, o "Village Saint-Paul" encontra-se em meio à pátios, lojas, galerias de artes, antiquários, restaurantes, prédios residênciais, etc.
O lugar é de uma tranqüilidade absoluta. 
Sua existência remonta ao Século VII, quando, em 630, Saint-Eloi tesoureiro e ministro de Dagoberto 1° fundou um mosteiro de freiras dedicadas à Saint-Martial na Ile de la Cité. Depois, em 635, ele construiu na margem direita do Sena, a Basílica dedicada a Saint-Paul, que pode ser definida como o embrião do Village Saint-Paul. 
Escolhida por Carlos V como lugar de residência em 1360, a Village Saint-Paul tornou-se a paróquia dos reis da França 1361-1559.
Essa muralha tinha a forma de um coração, e protegia 253 hectares, muitos espaços desabitados, campos, prados e vinhedos.
A cada 70 metros, uma torre de 9 m de altura e com espessura de 3m na base.
Portas e portas falsas permitiam o acesso à cidade.
Alguns séculos depois, o muro de Charles V e as fortificações de Philippe Auguste desapareceram, exceto em alguns lugares.
Aqui é o fragmento mais longo e mais bem preservado da muralha localizada na rue Charlemagne.
Foto: Miriam ATG
Fragmentos da muralha de Philippe AugusteRestos da torre Montgomery  
Porta falsa Saint-Paul (ou porta do ladrão, porta da traição, ou porta falsa, que na arquitectura militar, é uma porta secundária, dissimulada nas muralhas de um castelo ou fortaleza, conduzindo para o exterior, permitindo aos ocupantes das instalações, sair ou entrar sem atrair as atenções e nem serem vistos), construída no fim do século 12.
Foto: Miriam ATG 
Atualmente, ao lado da muralha encontra-se uma quadra esportiva municipal. No fundo, a Igreja Saint-Paul-Saint-Louis. Essa igreja foi construída no século XVII pelos arquitetos jesuítas Étienne Martellange e François Derand, por ordem do rei Louis XIII. A entrada dela é pela rua St-Antoine. A colônia japonesa católica em Paris freqüenta essa igreja.
Aqui também encontra-se o Lycée Charlemagne, onde era a casa dos jesuítas em Paris, construída no século XVII.

Foto: Miriam ATG 
Le Rei Carlos Magno - O Rei dos Francos - Imperador do Ocidente
Nascido em 742, filho do Pepino O Breve.
Quando ele subiu ao trono em 768, ganha o título de Charles Le Grand, ou em latim, Carolus Magnus: Charlemagne ! 
Ele transformou a Europa em um imenso reino. Estabeleceu um governo sólido e organizado, encorajou as artes, a cultura e a educação. Nessa época, já existia escolas nos conventos para as crianças de famílias ricas. Ele encorajou a multiplicação de escolas para também instruir as crianças pobres. Seu reinado durou 46 anos.
Carlos Magno apóia a Igreja e difundiu a religião católica. Em 800, o Papa recompensa o rei, consagrando-o imperador.
Duplamente grande por seu bom reinado que durou 46 anos, assim como pela sua altura estimada em 1,92m, bem acima da época, quando a altura média dos homens era de 1,69m !
Foto: Miriam ATG 
Essa estatua do Carlos Magno encontra-se em frente da Catedral Notre Dame de Paris.

Fotos: Miriam T. Girardot



domingo, 15 de setembro de 2013

Jardins de Claude Monet à Giverny

Foto: Miriam T. Girardot 

Claude Monet se instalou em Giverny em 1883 onde morou até a sua morte em 1926. Ele transformou essa área abandonada em uma obra-prima de inspiração floral de muitas de suas obras. Visitas freqüentes de seus amigos e admiradores fizeram de Giverny, o centro de sua existência. A estação que mais acho bonita é a primavera porque nesse período há muitas flores de iris, tulipas...
Para saberem passo a passo como chegar em Giverny e visitar a Fundação Monet, recomendo lerem o artigo do Ricardo Freire clique aqui

No bairro Marais

Foto: Miriam ATG 

Faz anos que vejo esse grupo de jazz com uma senhora que dança graciosamente na rue des Francs-Bourgeois, em frente ao Museu Carnavalet, nos finais de semana.
Ernest Hemingway já dizia "Paris é uma festa" !

Foto: Miriam ATG 
Nos finais de semanas, algumas ruas do Marais são fechadas para os veículos, e invadidas pelos parisienses e turistas, é difícil andar sem esbarrar em alguém. 
É aqui onde encontra-se os vestígios da Paris Renascentista com seus hotéis particulares, antigo gueto judeu, atual gueto gay, com muitas galerias de arte, lojas transadas, bares e restaurantes.
É uma delicia passar o dia explorando o bairro do Marais.

Foto: Miriam T. Girardot 
Place de Vosges, originalmente Place Royale, uma das primeiras praças simétricas da Europa. Considerada umas das mais charmosas de Paris.
Uma delicia ficar sentado ou deitado na grama, comer, ler, dormir, tomar sol...

sábado, 14 de setembro de 2013

Hôtel Particulier

Hôtel Particulier é um termo utilizado para definir um palácio urbano, construído para a nobreza e a alta burguesia. 
Paris ainda possui cerca de 400 hotéis particulares dos 2000 que havia antes. Uma grande parte deles estão concentrados no bairro do Marais.

Esse palácio foi construído no século XVI, pela Diane de France, duquesa de Angoulême, filha natural do rei Henri II.
No séc. XVII, passou a ser residência de Guillaume de Lamognon, primeiro presidente do Parlamento de Paris. Assim, o hotel particulier  passou a ser chamado Hôtel Lamoignon.

.O antigo Hotel Lamoignon, passou a sediar a 1a. Biblioteca Pública de Paris fundada em 1763

Hôtel de Sully é um hotel particulier do estilo Louis XIII, situado no Marais, que da acesso à charmosa Place des Vosges.
O duque de Sully, antigo ministro das finanças do rei Henri IV, adquiriu esse palácio em 1634.
Passou a ser monumento histórico em 1862. E desde 2000 passou a ser o Centre dos monumentos nacionais que gera mais de 100 monumentos nacionais.
Ai também funciona uma boa livraria sobre a história de Paris.

Fotos: Miriam T. Girardot 

Hôtel de Sens foi construído entre 1475 a 1519, sendo um raro vestígio da arquitetura medieval civil em Paris. Foi construído pelas ordens do arcebispo de Sens, Tristan de Salazar.
Durante alguns meses, Marguerite de Valois (1553-1615), mais conhecida como rainha Margot, a primeira esposa de Henri IV, se hospeda no Hotel de Sens.
Os cardinais arcebispos deixam o pálacio em 1622. Depois disso, ele é alugado à particulares até a Revolução Francesa. Vendido como patrimônio nacional, foi transformado sucessivamente por seus proprietários durante o século XIX, até ser definitivamente adquirido pela Cidade de Paris, em 1911.
A restauração começou em 1929, sendo terminada somente em 1961. Atualmente, funciona a Biblioteca Fourney, consagrada à Artes Decorativas, Belas Artes e Artes Gráficas.
Os jardins ilustra com perfeição a arte dos jardins franceses, que é caracterizado pelos canteiros simetricamente podados.

sábado, 7 de setembro de 2013

A margem esquerda do Sena


Foto: Miriam ATG 

É uma delicia flanar pelas margens esquerda do Sena, com seus 2,3km de espaço, do Port de Solférino, passando ao Port des Invalides até o Port du Grand Cailloux, oferecendo:
  • aulas gratuitas de pilates, yoga, tai chi - as inscrições devem ser feitas no site 
  • pista para caminhar, andar de bicicleta, patins ou patinete
  • muitas mesas para jogar xadrez e outros jogos, sendo que os peões são emprestados nos quiosques de atendimento, que também fornecem mapas e onde pode ser feitas as inscrições das aulas gratuitas citadas anteriormente  
  • bares e cafés com uma vista linda sobre o rio Sena...
  • 04 ZZZ - um tipo de container equipado até com um pequeno jardim para tirar um cochilo, ler, jogar cartas... 
  • 03 tipis (que são cabanas em estilo indígena americano) para festejar os aniversários das crianças de 6 à 12 anos, que podem ser reservados gratuitamente, nas quartas-feiras, sábados e domingos. 
  • vários jardins, sendo um deles, um jardim flutuante
Com muito espaço para se esticar nas redes e cadeiras
Foto: Miriam ATG 

Um enorme quadro para desenhar
Foto: Miriam ATG 
Espaço e jogos para crianças
Foto: Miriam T. Girardot