Sempre tive uma grande paixão pelas viagens, em descobrir lugares novos, pessoas e costumes diferentes…


Ao longo dos últimos vinte anos viajei pelos cinco continentes, totalizando 35 países.


Foi viajando que encontrei a minha vocação. Me tornei guia de turismo no Rio de Janeiro, onde estudei e obtive a credencial nas categorias: regional, nacional e internacional pela Embratur.


Em 2000, me casei e acabei fixando residência em Paris. Aqui fiz vários cursos como História da Arte na Escola do Louvre, História da Arte Renascentista na Escola Superior de Artes Aplicadas Duperré, além de outros cursos livres sobre o patrimônio artístico de Paris: arquitetura, pintura, escultura, jardins, etc.


Sou oficialmente Guia de Turismo em Paris com carteira profissional emitida pelo Ministério do Turismo e da Cultura da França.


Assim com o olhar de uma viajante e de uma profissional da área, tenho oferecido meus serviços de acompanhamento, organização e consultoria para turistas brasileiros em Paris.


Bienvenue à Paris !


Miriam Tanno Girardot


domingo, 2 de fevereiro de 2014

La Chandeleur - dia de comer crepe na França

Fotos: Miriam T. Girardot 

Segundo a Lei de Moisés, as parturientes, após darem à luz, ficavam impuras, devendo inibir-se de visitar o Templo de Jerusalém até quarenta dias após o parto; nesta data, deviam apresentar-se diante do sumo-sacerdote a fim de apresentar o seu sacrifício (um cordeiro e duas pombas) e, assim, purificar-se. 
Nessa apresentação de Jesus 40 dias após seu nascimento e a purificação da Virgem (também venerada como Nossa Senhora da Luz, das Candeias ou da Candelária), onde Simeão disse que Jesus seria a luz que iria aclarar os gentis. Então a partir do século V, passam a serem organizadas procissões anuais carregando velas acesas para comemorar esse acontecimento.  Assim, o dia 02 de fevereiro ficou conhecido como a "festa das candeias" que vem do latim candelarum, e em francês é "fête de la Chandeleur". 
E a tradição de partilhar crepes nasceu quando o Papa Gélase I passou a distribuir crepes (crispus em latim) aos numerosos peregrinos que iam à Roma para a festa das candeias.
No mundo dos camponeses, o dia 02 de fevereiro simboliza o fim do inverno, quando os dias voltam gradativamente a serem mais longos, o que significa,  o retorno ao trabalho agrícola. As velas bentas eram acesas pelos camponeses supersticiosos para que pudessem ter uma boa colheita. E oferecer crepes tornou-se um testemunho de fidelidade entre os fazendeiros e os Senhores.
A pátria dos crepes da farinha de sarraceno é a Bretanha, onde encontrou a terra e um clima temperado, propício à sua cultura. Originário da Asia,  foi introduzido na França, no retorno das Cruzadas, no século XII. Também conhecida como "a planta dos 100 dias" por ser cultivada em três meses, de junho até o final de agosto.
Na Bretanha existe dois tipos de crepe. A galette é a crepe salgada feita com trigo sarraceno, que pode ser comida com carnes, presunto, lingüiças, peixes, queijo, ovos, purê de maçã. E o crepe doce é feito com farinha branca e recheada simplesmente com manteiga e açúcar já é uma delicia, mais também é muito bom com Nutella, geléias, chantilly, frutas… Pode ser enrolada, em forma de cone, em forma de trouxinha…
E a bebida que acompanha melhor o crepe é a sidra (cidre em francês) geladinha, feita à base de suco de maçã fermentada com graduação alcóolica de 2  a 8%, muito produzida na Bretanha e Normandia.
Em casa, o crepe é "maison"

Um comentário:

A senhora disse...

Que o Hervé faz muito bem!!!! Adoro!