quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Madame de Pompadour, a preferida do rei Louis XV

Retrato de François Boucher - 1756
Foto da Wikipédia
Jeanne-Antoinette Poisson (29 de dezembro de 1721 - 15 de abril de 1764),  Marquesa de Pompadour et Duquesa de Menars consagrou sua vida à promoção das Artes.
Supostamente era a filha de Madeleine de la Motte e seu marido François Poisson, condenado pela justiça, fugiu para a Alemanha.
Jeanne-Antoinette recebeu a proteção de Charles François Paul Le Normant, amante da sua mãe, que acabou se tornando um verdadeiro pai para ela. Foi assim que a pequena menina recebeu a melhor educação (equitação, música, canto, literatura clássica, desenho, pintura, dança).
Quando tinha somente 15 anos, ela era bela, inteligente e elegante, atraindo os olhares da alta sociedade parisiense, não lhe falando pretendentes. Casou-se com Charles Guillaume Le Normant d'Etoilles, que após quatro anos, teve um casal de filhos. Um filho que nasceu prematuro e não sobreviveu, e a filha Alexandrine que morreu aos 9 anos. Ela nunca conseguiu superar essa perda.
Foi apenas em 1745 que Jeanne conheceu o rei Louis XV. Naquele ano, a jovem foi ao baile real à fantasia em homenagem ao casamento do filho do rei. E foi durante esta celebração que o rei sucumbe aos encantos de Jeanne. Rapidamente ela se mudou para o castelo de Versalhes, nos apartamentos localizados acima das do rei, desta forma, ele podia visitá-la sempre que o desejasse.
Em julho daquele ano, Louis XV oferece à sua protegida o Castelo de Pompadour, na região de Corrèze, concedendo também o título de Marquesa de Pompadour.
A favorita do rei francês Louis XV, amiga fiel e grande conselheira do rei, tornou-se uma das figuras mais importantes do século XVIII, seus conselhos foram decisivos na assinatura do Tratado de Versalhes e da Guerra dos Sete Anos.
Amante das artes e das letras, a Marquesa de Pompadour promoveu o projeto da enciclopédia de Diderot e exerce uma verdadeira filantropia à inúmeros artistas: pintores, escultores, escritores ...
Ela supervisionou a construção de grandes monumentos como a Place de la Concorde, o Petit Trianon e o Hotel d'Evreux (Palais de l'Elysée, atual residência oficial do presidente francês).
Entre suas muitas realizações, a fundação da fabrica de Cristal de Sèvres, originalmente destinada à corte do rei Louis XV, conquista clientes de prestígio em toda a Europa. 
Embora a paixão entre o rei e a marquesa tenha sido grande, a partir do inverno de 1751, o rei cansado desses encontros que se tornaram rotineiros, cessa os encontros amorosos. 
No entanto, Madame de Pompadour continua a ter um papel de confidente e conselheira do monarca. Sua confiança é tão grande que ele chamou o irmão dela, o  Marquês de Marigny, para ser o superintendente das edificações reais.
Em 15 de abril 1764, depois de 20 anos na corte de Louis XV, ela morre aos 42 anos no Castelo de Versalhes: último privilegio, uma vez que era proibido à uma cortesã de morrer no lugar onde reside o rei e sua corte. 
Fonte: http://cristalsevres.com/madame-de-pompadour/






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