Sempre tive uma grande paixão pelas viagens, em descobrir lugares novos, pessoas e costumes diferentes…


Ao longo dos últimos vinte anos viajei pelos cinco continentes, totalizando 35 países.


Foi viajando que encontrei a minha vocação. Me tornei guia de turismo no Rio de Janeiro, onde estudei e obtive a credencial nas categorias: regional, nacional e internacional pela Embratur.


Em 2000, me casei e acabei fixando residência em Paris. Aqui fiz vários cursos como História da Arte na Escola do Louvre, História da Arte Renascentista na Escola Superior de Artes Aplicadas Duperré, além de outros cursos livres sobre o patrimônio artístico de Paris: arquitetura, pintura, escultura, jardins, etc.


Sou oficialmente Guia de Turismo em Paris com carteira profissional emitida pelo Ministério do Turismo e da Cultura da França.


Assim com o olhar de uma viajante e de uma profissional da área, tenho oferecido meus serviços de acompanhamento, organização e consultoria para turistas brasileiros em Paris.


Bienvenue à Paris !


Miriam Tanno Girardot


quinta-feira, 2 de março de 2017

Biblioteca Forney à Paris

Foto: Miriam ATG 
O Hôtel de Sens (Palacete de Sens) é um dos raros vestígios da arquitetura civil medieval em Paris. 
Foi construído 1475-1519 por Tristan de Salazar, arcebispo de Sens, à qual Paris dependia. Dependência terminada quando Paris passou a ter sua própria arquidiocese, em 1622.
Assim, os arcebispos de Sens foram perdendo sua autoridade sobre o clero parisiense e os sucessores de Tristan cessaram pouco a pouco de morar no palacete. 

A Rainha Margot, a primeira esposa de Henrique IV, que depois do casamento ter sido anulado pela Igreja, morou no "Hôtel de Sens" por alguns meses de 1605 a 1606. 
A lenda diz que foi por causa dela que uma figueira plantada em frente à entrada do palacete foi cortada por atrapalhar o estacionamento da sua carruagem, dando origem ao nome da rua.

Até a Revolução Francesa, o palacete foi alugado à uma clientela burguesa. A partir de 1689 a 1743, foi alugado aos mensageiros, carruagens de Lyon, Borgonha e France Comté, depois foi ocupado por cavalheiros nobres  até o fim do século XVII.

Em 1790, após a Revolução Francesa, o imóvel que pertencia à Igreja passou a ser do Estado francês, foi vendido como uma propriedade nacional, e foi sendo deteriorado ao longo do século XIX por sucessivos proprietários: uma empresa de transporte, lavanderia, uma fábrica de conservas, um depósito de objetos de vidro… Até que em 1911, a cidade de Paris comprou o palacete que estava em ruínas. 
O trabalho de restauração começou em 1929 quando o palacete passa a ser a Biblioteca Forney, que antes estava instalada no bairro artesanal de Paris, no Faubourg Saint-Antoine, justamente por oferecer aos artesãos uma literatura especializada em artes decorativas, profissões de arte e suas técnicas, artes plásticas e artes gráficas.
A biblioteca fundada em 1886, por Samuel-Aimé Forney, um industrial particularmente interessado pela formação profissional e pelas profissões das artes, que deixa em testamento à cidade de Paris, a criação de uma biblioteca popular.
As reformas do Hotel de Sens foram concluídas somente em 1961.

Bibliothèque Forney
1, rue du Figuier, 4eme arrond.

Metrô: Sain Paul linha 1, Pont Marie linha 7

Aberto de 3a.feira a sábado 
3a.feira das 13h00 às 19h30
4a.feira das 10h00 às 19h30
5a.feira das 10h00 às 19h30
6a.feira das 13h00 às 19h30
Sábado  das 13h00 às 19h30




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