Sempre tive uma grande paixão pelas viagens, em descobrir lugares novos, pessoas e costumes diferentes…


Ao longo dos últimos vinte anos viajei pelos cinco continentes, totalizando 35 países.


Foi viajando que encontrei a minha vocação. Me tornei guia de turismo no Rio de Janeiro, onde estudei e obtive a credencial nas categorias: regional, nacional e internacional pela Embratur.


Em 2000, me casei e acabei fixando residência em Paris. Aqui fiz vários cursos como História da Arte na Escola do Louvre, História da Arte Renascentista na Escola Superior de Artes Aplicadas Duperré, além de outros cursos livres sobre o patrimônio artístico de Paris: arquitetura, pintura, escultura, jardins, etc.


Sou oficialmente Guia de Turismo em Paris com carteira profissional emitida pelo Ministério do Turismo e da Cultura da França.


Assim com o olhar de uma viajante e de uma profissional da área, tenho oferecido meus serviços de acompanhamento, organização e consultoria para turistas brasileiros em Paris.


Bienvenue à Paris !


Miriam Tanno Girardot


terça-feira, 7 de junho de 2016

Exposição de fotos do franco-brasileiro Marcel Gautherot

Foto: Marcel Gautherot
No próximo dia 14 de junho 2016, começa na Maison Européenne de la Photographie, uma grande retrospectiva da obra do fotógrafo franco-brasileiro Marcel Gautherot. 
Esse fotógrafo nascido em Paris (1910-1996), foi estudante de arquitetura, mas quando foi encarregado de catalogar as peças de museu para a instalação do Museu do Homem, ele passou a se dedicar à fotografia.   

Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá" de Jorge Amado, decidiu conhecer o Brasil em 1939, onde viveu e trabalhou por 57 anos.
Fixou residência no Rio de Janeiro e passa a freqüentar o circulo de intelectuais ligados ao Modernismo.

Começou a fazer trabalhos de fotografia para o SPHAN (Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o Museu do Folclore, para a revista "O Cruzeiro", ilustrou inúmeras revistas de arquitetura, quase todas os textos do arquiteto paisagístico Burle Marx, as obras de Oscar Niemeyer, para quem fotografa a construção de Brasilia. 

Percorreu fotografando 18 estados brasileiros, registrando o povo, sua arquitetura, suas festas, obtendo uma coleção do vasto retrato da diversidade cultural do Brasil. 

Sua coleção é composta de mais de 25 mil negativos que pertence ao Instituto Moreira Sales, no Rio de Janeiro.

A exposição em Paris, sua cidade natal, é a primeira fora do Brasil, acompanhada por um belo livro, editado pelo IMS e impresso no Brasil pela IPSIS, com edições separadas em português, francês, inglês e alemão, com textos de Michel Frizot, Jacques Leenhardt, Lorenzo Mammi, Samuel Titan Jr. e uma apresentação de Gautherot e sua trajetória escrita por Sérgio Burgi. 

Essa exposição faz parte da temporada brasileira no MEP, assim como de outros fotógrafos  Joaquim Paiva, Celso Brandao e Vik Muniz.

Foto: Marcel Gautherot
O trabalho fotográfico de Marcel Gautherot no Brasil é caracterizada por uma cobertura territorial e regional visando à exaustão, uma imensa diversidade temática e uma qualidade estética extraordinária que tira da sua formação inicial de arquiteto, notadamente do interior da França.

Os dois pilares do seu trabalho, a fotografia de arquitetura e a fotografia etnográfica, testemunhando a visão particularmente forte de Marcel Gautherot que defende a importância da forma como uma ferramenta narrativa que lhe permite estruturar e trazer profundidade aos seus projetos de documentários a longo prazo. Esse conceito marcou cinco décadas de sua carreira no Brasil e fez dele um dos fotógrafos mais importantes do período pós-guerra no país.

Foto: Marcel Gautherot
A obra de Marcel Gautherot teve uma influência considerável nas representações e no imaginário moderno associado ao Brasil, tanto dentro do país como no estrangeiro. Seu projeto de documentário monumental sobre o Brasil, cujos arquivos armazenados no Instituto Moreira Sales, no Rio de Janeiro, são a testemunha de um  projeto de grande sensibilidade e uma consciência formal extraordinária, constituindo um legado duradouro para a cultura brasileira e um testemunho importante das ligações que unem o Brasil e a França, ao mesmo tempo que um ensinamento precioso para a compreensão da importância da fotografia como linguagem nômade e resolutamente internacional na construção da modernidade e contemporaneidade.
Sergio Burgi e Samuel Titan Jr.

Foto: Marcel Gautherot 
MEP - Musée Européenne de la Photographie
5/7, rue de Fourcy, no 4eme arrond.
Aberto de 4a.feira a domingo das 11h00 às 19h45
Ingresso: 8 € (inteiro) e 4,50 € (reduzido)
Data: 14 junho a 28 agosto 2016



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