Sempre tive uma grande paixão pelas viagens, em descobrir lugares novos, pessoas e costumes diferentes…


Ao longo dos últimos vinte anos viajei pelos cinco continentes, totalizando 35 países.


Foi viajando que encontrei a minha vocação. Me tornei guia de turismo no Rio de Janeiro, onde estudei e obtive a credencial nas categorias: regional, nacional e internacional pela Embratur.


Em 2000, me casei e acabei fixando residência em Paris. Aqui fiz vários cursos como História da Arte na Escola do Louvre, História da Arte Renascentista na Escola Superior de Artes Aplicadas Duperré, além de outros cursos livres sobre o patrimônio artístico de Paris: arquitetura, pintura, escultura, jardins, etc.


Sou oficialmente Guia de Turismo em Paris com carteira profissional emitida pelo Ministério do Turismo e da Cultura da França.


Assim com o olhar de uma viajante e de uma profissional da área, tenho oferecido meus serviços de acompanhamento, organização e consultoria para turistas brasileiros em Paris.


Bienvenue à Paris !


Miriam Tanno Girardot


sexta-feira, 9 de maio de 2014

A arte de Romero Britto em Paris

Uma loja de decoração em Paris

Há alguns anos atrás, ganhei um anjinho do Romero Britto de um amigo que o comprou no Moma, em NY.  No ano passado, visitando Berlim, vi um enorme urso (símbolo da cidade) que imediatamente identifiquei o autor. Uma amiga paulista deu à minha filha, uma canga com os desenhos do Romero Britto. Quando estive no Rio em fevereiro, também vi uma  escultura dele no terminal do aeroporto Tom Jobim. E outro dia, passando em frente de uma loja de decoração o meu bairro, vi vários objetos do Romero Britto. Fácil de identificar, pois tudo o que ele produz possui o mesmo traço quase infantil, explorando formas geométricas ou figuras de sua preferência, como corações ou animais, sempre com cores vivas, fazendo sucesso justamente porque sua obra dá vida a qualquer espaço ou objeto, dito por  alguém que definiu bem a sua pintura.  
Em Berlim 
A crítica brasileira é muito dura com Romero Britto que não o considera um artista. Aloísio Magalhães,  diretor do Museu de Arte Moderna do Recife, diz que Britto “dilui uma série de influências coloristas do imaginário da arte pop. Faz isso com competência, é certo, mas criando um trabalho que já nasce inerte, porque se instrumentaliza em se adequar ao senso comum da cultura de massa. Ou seja, oferece o prato que já é esperado e por isso não tem pulso para se impor como um trabalho original”.  E Aguinaldo Farias, um dos curadores e crítico de artes mais reconhecidos do Brasil,  diz que não traria nunca Romero Britto numa Bienal, porque não o considera um artista, é outra coisa. "E aí existe uma divisão, você não pode convidar para a mesma festa. Um mau artista não melhora com o contato com o bom artista. E o bom artista não ganha com a presença de um mau artista. E você engana o público. Estamos tentando fazer o que o mercado não faz, que é mostrar o que está fora do circuito".

Fernando Monteiro, escritor e crítico de arte, é mais positivo, diz que o pintor Romero Britto é um fenômeno mercadológico. Exímio artesão da pintura, seu meio de expressão é uma dádiva para quem detém o poder, e necessita comunicar à massa consumidora os símbolos desse poder. Ele é um fenômeno de afirmação no campo artístico internacional, cuja força talvez ainda não tenha sido devidamente avaliada — no Brasil, pelo menos. Pernambucano do Recife, de família pobre, sua ascensão meteórica num setor disputadíssimo, surpreende — “choca” — e incomoda.
Por quê ? Primeiro, porque o sucesso de Romero se irradia dos Estados Unidos — e, pior, de Miami. Isso é duplamente imperdoável. O terminal EUA põe a carreira entre as estrelas, com a pompa pop cercando Romero de brilhos, sinais alegres de otimismo, bom-humor e sucesso.
Segundo, estamos num país onde fazer sucesso é perigoso — e muitos forçarão para que Romero continue um “artista de Miami”, embora tenha conquistado a Fiac, de Paris e Vancouver.
Tal preconceito — como toda rejeição baseada num pré-julgamento - ignora o conteúdo essencial daquilo que pretende rejeitar e, no final, como todo prejuízo típico dos preconceitos, mais encurta a compreensão — como generosidade da mente.
Romero é bom ? Claro que é. Ele fala com sotaque americano? Sim. Isso importa tanto ? Não. Britto alonga o braço pop da arte contemporânea ? Sem dúvida. Seu autodenominado new cubism pop é uma releitura de Warhol, Haring e - pausa - Brennand (que não é pop, claro — pelo menos por enquanto) ? Eu diria que sim.
Romero Britto levou para o meio da estética saída dos comics o traço pesado (de contorno) do nosso mestre da Várzea — é o próprio Britto quem confessa a influência e a admiração.
Como uma onda no mar - contra essa maré — é que se erguem os rios de cor tropical desse “artista de Miami” cumprindo sua cerimônia sanfranciscana de alegria — ao espalhar o arco-íris como se houvesse escutado cânticos-brados na Lincoln Road.
Ora, não exijam de Romero, que ele seja triste - porque não o inquieta a angústia que ele (sem culpa) não sente. E não se impeçam de admirar sua capacidade de crença, esperança e otimismo de um mundo não-cinzento — para ele.
Romero vê as coisas pelo lado bom — e talvez pretenda anunciar uma boa nova da cor. Diria mesmo que ele pode estar agindo como um avatar da alegria futura, antecipada em tempos de dor. Já é muito para um recifense que o mundo inteiro começa a admirar — francamente. 
Para ler o artigo completo clique aqui
Romero Britto é o artista brasileiro mais bem-sucedido no exterior, um fenômeno no cenário internacional. Já pintou quadros para personalidades como Madonna, Bill Clinton,  o principe William e Kate Middleton, Arnold Schwarzenegger… Criou peças publicitarias para Pepsi-Cola, Disney, IBM e Apple. 
Romero Britto é o Paulo Coelho da pintura !

Um comentário:

A senhora disse...

Vi um artista que vende quadros no calçadão de Florianópolis, ele tinha um no mesmo estilo do Romero Britto, será que ele copiou? Pois o estilo é único, muitas cores. Da próxima vez que for ao centro, vou tirar fotos dos quadros.